sexta-feira, 26 de abril de 2013

Medo da solidão


Você já sentiu medo alguma vez, na vida?

É comum ouvirmos as pessoas confessando o sentimento de algum tipo de
medo. Seja medo de ficar só, medo da morte, medo da solidão e outros
mais.

Dentre as várias nuanças do medo, vamos destacar o medo da solidão,
que é muito comum na sociedade moderna.

Diz um grande pensador, que a solidão do homem da metrópole não é a
solidão que o rodeia, mas a solidão que o habita.

Há pessoas que se sentem sós mesmo estando rodeadas de gente. Por essa
razão, percebemos que o problema não é externo, mas da intimidade do
ser.

E por que é que se sente só, mesmo não se estando a sós?

Talvez a solidão se instale na alma porque encontra nela um vazio
propício a agasalhá-la. Se não houvesse espaço, é bem possível que ela
ali não fizesse morada.

Mas, afinal, como é que podemos preencher esse vazio e espantar a solidão?

A fórmula é bem simples. É tão simples que talvez por isso mesmo
ninguém acredite na sua eficácia.

Há mais de dois milênios ouvimos falar dela, portanto, não se trata de
nenhuma descoberta recente.

Estamos falando da caridade, como a prescreveu Jesus.

Se abandonássemos o nosso estreito mundo e buscássemos o contato com
nossos irmãos carentes e infelizes, por certo preencheríamos o vazio
em nossa intimidade, de tal forma que a solidão não encontraria ali
espaço para se acomodar, embora tentasse.

E isso acontece de forma tão natural que, ao nos envolvermos com os
sofrimentos alheios, tentando aliviá-los, esquecemos de nós mesmos e
isso causa uma satisfação muito salutar.

Quem ainda não experimentou essa terapia, tente. Vale a pena! E não
custa nada, a não ser o investimento da vontade firme e da disposição
de vencer a solidão.

E nesse caso, o campo é muito vasto. É fácil encontrar alguém que
precise de você.

Seja um doente solitário num hospital, uma criança num orfanato, uma
pessoa idosa abandonada pela família, uma mãe que precise de ajuda
para cuidar dos filhos, um pai desesperado com os filhos cuja mãe
faleceu, um estômago vazio para saciar, um corpo tiritando de frio
para agasalhar e assim por diante...

Não é outra a razão pela qual Jesus recomendou o amor ao próximo como
condição para quem deseja conquistar o reino dos céus que, como Ele
mesmo afirmou, está dentro de cada um de nós.

*   *   *

Se você está triste porque perdeu seu amor, lembre-se que há tantos
que não têm um amor para perder.

Se você está triste porque ninguém o ama, lembre-se que o amor é para
ser ofertado e não para ser exigido.

Se para você a vida não tem sentido, oferte-a a alguém, dedicando-se
aos infelizes que lutam por um minuto a mais de existência física.

E se lhe faltam as forças necessárias para lutar contra a solidão,
abra o seu coração ao Divino Pastor e peça-Lhe para que o ajude nessa
empreitada.

Lembre-se sempre que foi o próprio Cristo que assegurou: Aquele que
vier a mim, de forma alguma eu lançarei fora.

Redação do MomentoEspírita.
Em 20.10.2011.




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