quarta-feira, 24 de abril de 2013

Medicação preventiva


A moda, em matéria de saúde, é se falar em medicina preventiva. As
pessoas programam seus check-ups anuais, se submetem a baterias de
exames e buscam uma alimentação balanceada.

Exercícios físicos, repouso, férias e lazer complementam o quadro.

Contudo, mesmo cuidando do corpo o homem prossegue doente. Isto porque
está cuidando da roupagem, da casca, e tem se esquecido da parte que
dá saúde e disposição ao corpo: a alma.

Por isso, vamos dividir com você algumas anotações que achamos muito
interessantes. Elas dizem o seguinte:

Sintomas: taquicardia, vertigens, insônia, tremores pelo corpo todo.

Causas: rancor profundo, intolerância para com as atitudes alheias e
dificuldade de relacionamento com as pessoas.

Conseqüências: grande desarranjo emocional, sistema nervoso abalado,
rugas precoces. Se não medicado a tempo, pode levar o indivíduo à
loucura. A pessoa se torna insuportável, juiz de todas as atitudes
alheias e insaciável, provocando muito sofrimento aos que com ela
convivem.

Medicamento indicado: perdão, que tem como composição química
tolerância, compreensão, renúncia, paciência e sensibilidade.

Apresentação do medicamento: está em estado latente no íntimo de todo
ser humano, e pode ser buscado através do raciocínio lógico de quem
não gosta de sofrer.

O medicamento deve ser tomado de minuto a minuto. Logo provoca
tranqüilidade física e mental, proporcionando um bem estar geral.

Como todo medicamento tem contra indicações. No caso, não é indicado
para pacientes que gostam de sofrer e sentem prazer em carregar um
pesado fardo nas costas, chamado rancor.

Como terapia complementar se recomenda, nas crises agudas, respirar
profundamente durante alguns minutos e procurar a natureza para
meditação.

Buscar, através da prece, a ajuda divina.

Importante usar o medicamento para si próprio. Se tentar curar somente
as outras pessoas, o doente continuará doente.

Precaução especial: o medicamento deve ser deixado ao alcance das crianças.

***

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em peça de
arte valiosa.

O grão de trigo esmagado perdoa o agricultor que o atira ao solo,
multiplicando-se em muitos grãos que enriquecem a mesa.

O ferro se deixa dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o
modelam, construindo segurança e conforto.

Perdoar é impositivo para cada hora e todo instante.

Para todos os que nos ferem e magoam, usemos o perdão como medicamento
valioso, lembrando que o perdão é sempre mais útil a quem o concede.



(Automedicação preventiva – texto de Rubens R. Pereira, publicado no GEAE)




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