sexta-feira, 12 de abril de 2013

Matrimônio


Muitos nos questionamos quanto à validade do matrimônio, da união
entre duas pessoas que se amam.

Alguns afirmam que o casamento está fora de moda ou que manter um
casamento por muitos anos é para pessoas dependentes, que não
conseguem viver só.

Outros afirmam que o casal só consegue permanecer junto se cada qual
mantiver um relacionamento extraconjugal.

É fora de dúvida que a união entre um homem e uma mulher, para
constituir família, está nas Leis Divinas e por isso nunca estará fora
de moda.

A família é o embrião da sociedade, e como tal, necessita do casal
como alicerce básico nessa pequena estrutura social.

Um dia desses, um amigo nos disse que estava dormindo sempre muito
tarde. Pensamos que estivesse fazendo hora extra no trabalho, mas ele
esclareceu que o motivo era outro.

O que o estava mantendo acordado era o diálogo com a esposa. Ambos
ficavam conversando descontraidamente e nem percebiam que a madrugada
ia longe.

E o assunto daqueles dias era um dos cinco filhos do casal.

Ambos comentavam da alegria que estavam sentindo porque esse filho
lhes contou que, no colégio onde estudava, os colegas lhe ofereceram
drogas por várias vezes e, nas várias vezes, ele disse não.

E o que mais os deixava felizes era porque, além de o jovem recusar as
drogas, ainda lhes contara o fato, o que não é muito comum.

Aqueles pais tinham motivos justos para se alegrarem, pois tantos
outros não têm a mesma sorte.

Vários pais só vêm a saber que os filhos estão usando drogas pelas
páginas policiais ou quando recebem a notícia de que seu filho está
preso, por delinquência.

No lar em que há diálogo entre os esposos e entre pais e filhos,
muitas situações desagradáveis são evitadas.

Joanna de Ângelis, Espírito, fala sobre alguns sinais de alarme que
podem informar a situação de dificuldade antes que venha a se agravar
a união conjugal. Eis alguns deles: silêncios injustificáveis quando
os esposos estão juntos;

tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;

ira disfarçada quando o esposo ou a esposa emite uma opinião;

saturação dos temas habituais, tratados em casa, fugindo para
intermináveis leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão;

irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar;

desinteresse pelos problemas do outro;

falta de intercâmbio de opiniões;

atritos constantes que ateiam fagulhas de irritação, capazes de
provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira...

E muitos outros mais.

Observando-se esses sinais de alarme é importante que, antes que as
dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam
feridas capazes de deteriorar a união conjugal, tomemos atitudes de
lealdade e façamos um exame das ocorrências, providenciando para sanar
os males em pauta.

Acima de tudo, lembremo-nos de que o casamento é excelente
oportunidade que Deus nos oferece para os devidos reajustes com o
companheiro ou companheira com quem nos comprometemos antes do berço.

Quando a situação estiver difícil, roguemos a Deus que nos ajude a
superar os obstáculos para o nosso próprio bem, e para o bem dos
filhos que Ele nos confiou.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 35, do livro Sol de
esperança, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por
Divaldo Pereira Franco, ed Leal.
Em 01.06.2009.




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