quinta-feira, 7 de março de 2013

O Mais Rico


Você é uma pessoa que se considera rica ou pobre? Como você mensura a
riqueza? Pelo tamanho da mansão? Pelo carro do ano? Pelas roupas
importadas? Pela possibilidade de viagens internacionais de longo
período?

Ou você é daqueles que considera a saúde, a harmonia no lar como itens
de imensa riqueza?

Certa vez, um pai de família muito rico resolveu levar seu filho em
uma viagem para o interior. O seu propósito era mostrar quanto as
pessoas podiam ser pobres. Consequentemente, como eles eram ricos.

Planejou tudo com cuidado e escolheu a fazenda de uma família que ele
considerava muito pobre. Passaram um dia e uma noite com eles.

No retorno da viagem, em um carro último tipo, brilhante, motor
poderoso, o pai orgulhoso pergunta ao filho:

Como foi a viagem?

Muito boa, papai!

Você viu como as pessoas podem ser pobres? Continuou a perguntar o pai.

Sim, respondeu o garoto.

Ante respostas tão curtas, o pai finalmente questionou:

Mas, afinal, o que você aprendeu?

Agora, com entusiasmo, respondeu o menino:

Muita coisa, pai. Eu aprendi que nós só temos um cachorro de pelo
lustroso, gordo e orgulhoso, como nós, que fica olhando os que chegam
como se fossem de outro mundo, com ar de superioridade.

Mas eles têm quatro cachorros, super amigos. Mal cheguei e já estavam
rolando comigo pelo chão, correndo atrás de mim, me fazendo subir em
árvores e pular cercas.

Recebem os amigos dos seus donos abanando a cauda, latindo festivos e
lambendo as mãos.

Nós temos uma piscina enorme, que vai até o meio do jardim. E que
permanece a maior parte do tempo vazia porque selecionamos demais
aqueles que devem entrar nela ou ficar ao redor dela, brincando.

Mas eles, aqueles meninos, têm um riacho de água corrente que não tem
fim. A água é cristalina, corre por entre pedras, inventa mil curvas
pelo caminho e ainda tem peixes.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, com cadeiras
especiais, mesas e adornos.

Eles têm a lua e as estrelas. Deitam no tapete aveludado da grama e
por mais que fiquem contando os astros no céu, não conseguem terminar
a conta.

Além do que, a lua e as estrelas deles iluminam a estrada, todo o
caminho que outros tantos também passam.

O nosso quintal, pai, vai até o portão de entrada e está protegido com
muros, grades fortes e altas. Eles têm uma floresta inteira, cheia de
animais diferentes e de surpresas.

Quando entram nela, não sabem se toparão com um veado assustado, uma
coruja sonolenta ou pássaros cantantes.

E ante o assombro do pai, ainda arrematou:

Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres!

*   *   *

Existem tesouros inumeráveis, no mundo, que desfrutamos sem sequer nos
mostrarmos agradecidos ao dono de tudo que é Deus.

Subimos serras, entramos no mar e nos maravilhamos com as suas cores,
seu vigor, a riqueza das flores e dos animais.

Viajamos através de estradas respirando o ar puro das árvores que se
ergueram há séculos e sustentam o frescor do verde da primavera que
apenas despertou.

Refrescamo-nos nos rios de água cristalina, saciamos a sede em fontes
naturais, límpidas, desfrutamos do sol, do ar.

É um mundo grandioso de tesouros que se sucede, sem parar.

Somos verdadeiramente pessoas muito ricas. Para completar a nossa
riqueza, somente nos falta a virtude da gratidão de erguer o coração
em prece e louvar ao Pai de todos nós, pela distribuição farta que nos
oferece todos os dias.



Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria ignorada.

Em 18.01.2011.




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