sexta-feira, 8 de março de 2013

Mais uma das cores da caridade


        A caridade possui muitas cores.

        Similar a uma luz alva que passa por um prisma, ao passar pela
polarização da vida na Terra, ela se decompõe numa infinidade de
colorações belíssimas.

        Eis mais uma delas.


        Você já pensou em quanto é bom fazer as pessoas se sentirem importantes?

        Certamente gostamos que os outros nos façam sentir assim.

        Uma auto-estima elevada é capaz de nos fazer ganhar o Céu,
mesmo estando ainda sofrendo a gravidade da Terra.

        Um escritor narra uma experiência singular que viveu numa fila
de correio:

        Estava na fila, esperando para registrar uma carta.

        Observava o funcionário de registro trabalhando, e o percebia
fatigado com sua atividade intensa: pesando envelopes, entregando
selos, dando troco, preenchendo recibos...

        Assim, disse para mim mesmo: “Vou tentar fazer este rapaz
gostar de mim.”

        Obviamente, para conseguir, teria que dizer alguma coisa
bonita, não sobre mim, mas sobre ele.

        Perguntei-me novamente: “O que há sobre ele que eu possa
admirar com sinceridade?”

        Eis uma pergunta difícil de responder, principalmente quando
se trata de estranhos. Mas, neste caso, foi fácil. Instantaneamente,
vi algo que admirei.

        Enquanto pesava meu envelope, observei com entusiasmo:
“Certamente eu desejaria ter a sua cabeleira!”

        Ele levantou a vista meio assustado, sua fisionomia irradiou sorrisos.

        “Oh! Ela não está tão bem como já foi”, disse modestamente.

        Assegurei-lhe que, embora pudesse haver perdido já certa
quantidade de cabelos, mesmo assim continuava magnífica.

        Ficou imensamente satisfeito. Demoramo-nos numa pequena e
agradável conversa, e a última coisa que ele me disse foi: “Muitas
pessoas têm admirado meus cabelos!”

        Aposto que aquele rapaz saiu para almoçar andando à vontade.
Aposto que, quando foi para casa, à noite, contou tudo à esposa.
Aposto como se olhou no espelho e disse: “É uma bela cabeleira!”

        Certa vez, ao narrar este caso em público, ouvi de uma pessoa:
“O que queria o senhor conseguir dele??”

        Ora, o que eu estava procurando conseguir dele!!!

        Será que somos tão desprezivelmente egoístas, que não podemos
irradiar uma pequena felicidade e ensejar uma parcela de apreciação
sincera, sem procurar obter alguma coisa de outra pessoa como
recompensa?

        O autor termina dizendo: Oh, sim, eu queria alguma coisa
daquele rapaz. Queria alguma coisa que não tinha preço. E consegui.

        Consegui a satisfação de fazer alguma coisa por ele, sem que
ele necessitasse fazer alguma coisa por mim como retribuição;

        O que significa um sentimento que crescerá e ecoará na memória
dele, mesmo muito tempo depois de passado o incidente.

* * *

        Quantas formas de desenvolver o amor, de praticar a caridade...

        Quando começarmos a perceber, a sentir o prazer intenso, a
gratificação suprema de fazer os outros felizes, começaremos a
perseguir ardentemente a caridade.

        Começaremos a buscá-la incessantemente, em suas mais
diferentes cores e tons.

        Cada nova descoberta, cada nova cor da caridade vislumbrada,
então será motivo de festa, de celebração ao amor, e a Deus.


Redação do Momento Espírita com base em
trecho do cap. 6  do livro Como fazer
amigos e influenciar pessoas,
de Dale Carnegie, livro 2, ed.
Companhia Editora Nacional.
Em 05.08.2008.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

A apresentação está falhando?

Entre no "www.gmail.com" e feche o usuário aberto.

Divulgue este blog (cartão virtual)

Divulgue este blog (cartão virtual)
Clique com o botão direito do mouse, copie a imagem, cole em uma nova mensagem e envie para seus colegas! caso falhe, procure salvar a imagem e depois enviar como anexo.