segunda-feira, 11 de março de 2013

O mais valioso dos tesouros


Em uma das Suas parábolas, Jesus compara o Reino dos Céus a um tesouro
escondido em um campo. Um homem o encontra e, desejando-o para si,
vende tudo o que tem e compra aquele campo.

A parábola nos convida a realizarmos uma reflexão acerca do que
consideramos tesouro.

Para alguns de nós, os tesouros são as coisas materiais: a casa
bonita, os móveis novos, o carro último tipo, uma conta corrente
expressiva, roupas caras, perfumes raros.

A possibilidade de comparecer a restaurantes sofisticados e solicitar
pratos requintados. A chance de percorrer o mundo, conhecendo as obras
raras do ontem e do hoje.

Para outros, tesouros são livros. E não nos cansamos de buscá-los, em
especial as edições esgotadas, mais valiosas.

Outros colecionamos obras de arte e as exibimos aos amigos com
alegria. Cada obra adquirida, mais um ponto para o nosso tesouro.

Recordamos de certo filme que apresentava uma família excessivamente
rica. Tão rica que, para guardar seus maiores tesouros, mandou cavar
um cofre no seio de uma alta montanha, onde até foram esculpidas as
faces da mãe, do pai e do filho.

Certo dia, ladrões audaciosos adentraram aquele lar, amarraram os pais
e sob ameaças de lhes ferir o filho, os fizeram dizer qual o segredo
para adentrar na fortaleza. Os ladrões desejavam as riquezas que ali
se encontravam.

Qual não foi sua surpresa ao descobrirem que os tesouros tão
propalados não passavam de coisinhas tolas, como o bercinho onde
dormira o bebê pela primeira vez, o primeiro brinquedo, o primeiro
troféu, o primeiro sapatinho.

Para aqueles pais, tão ricos, o que consideravam como de maior valor
era tudo aquilo que se referia ao filho. Ele lhes era o maior tesouro.

*   *   *

E o nosso tesouro? Qual será?

Recordamos Jesus que Se referia aos tesouros da intimidade, que o
ladrão não rouba, nem a traça corrói.

É isso mesmo. O maior tesouro é aquele que podemos amealhar dentro de
nós: nossa riqueza interior.

O que possamos crescer em intelecto, em moral, isso ninguém nos haverá
de furtar.

E mesmo após a morte do corpo físico, são aqueles que seguirão conosco.

Nosso conhecimento, nossas virtudes, nossas qualidades morais.
Tesouros que utilizaremos na vida espiritual e nas próximas
reencarnações, seja na Terra ou em qualquer outro mundo, qualquer
outra morada de nosso Pai.

*   *   *

Para os Apóstolos Paulo de Tarso e Barnabé o maior tesouro eram os
escritos de Levi, depois chamado evangelista Mateus.

Por falarem muito a respeito do grande tesouro que possuíam, certa
noite, ambos foram assaltados a fim de terem furtada aquela
preciosidade.

Após o assalto, deram graças a Deus, considerando que aqueles
escritos, nas mãos dos ladrões, com certeza os haveriam de transformar
para o bem.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.07.2009.




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