terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mães e filhos


Pela Internet recebi outro dia uma carta assim:

“sempre soube que ela era importante para mim.

Só não sabia o quanto ela era realmente valiosa e especial.

Sempre imaginei que se um dia ela me faltasse, eu sentiria sua falta.

Mas nunca calculei o que sua falta verdadeiramente representaria para mim.

Sempre me disseram que amor de mãe é algo diferente, sublime, quase divino.

Sempre me disseram tantas coisas a respeito desse relacionamento: mães e filhos.

Tanto disseram, mas foi pouco o que eu ouvi e entendi sobre isso.

Banalizei.

Não acreditei.

Até o dia em que ela se foi.

Era uma tarde de final de primavera.

O vento brando soprava e em minha casa não havia a mais leve suspeita
da dor que se avizinhava.

De repente, a notícia.

Mas não poderia ser verdade.

Não, Deus não permitiria que as mães morressem.

Não assim.

Não a minha.

Engano meu.

Era verdade.

A verdade mais cruel e mais dura que meu coração precisou encarar,
enfrentar, suportar.

Ela partiu sem me dizer adeus, sem me dar mais um abraço, mais um
beijo, sem me pegar no colo pela última vez, sem me dizer como fazer
para prosseguir só, dali para frente ...

Simplesmente partiu.

E uma ferida no meu peito se abriu.

Ferida que não cicatriza, que não sara, que não passa.

É a falta que ela me faz.

É minha tristeza por querer seu aconchego mais uma vez, seu consolo,
sua orientação segura.

Querer seu cafuné antes do meu adormecer, sua voz antes do meu despertar.

Sua presença silenciosa em meus momentos de angústia, sua mão amiga a
me amparar e confortar.

Querer outra vez ouvir seu sussurro baixinho me dizendo que tudo vai
dar certo e que tudo vai acabar bem.

É uma saudade que aperta meu coração e me faz derramar lágrimas às escondidas.

É uma dor de arrependimento por todas as mal-criações que fiz, pelas
palavras atravessadas e rudes que lhe disse.

Arrependimento porque agora sei que mãe é mesmo alguém muito especial
e porque me dou conta de que os filhos só percebem isso muito tarde.

Tarde demais, como eu.”

A morte é um afastamento temporário entre os seres que habitam planos
diversos da vida.

Embora saibamos disso é compreensível a dor que atinge aqueles que se
vêem afastados de seus amores pela ocorrência da morte.

Muitas vezes essa angústia decorre do arrependimento pelas condutas
equivocadas que os feriram, ou que não demonstrar o verdadeiro afeto
que sentíamos por aqueles que partiram.

Às vezes são as mães que partem, outras são os filhos, ou os pais, os amigos ...

E tantas coisas deixam de ser ditas, de ser feitas, de ser vividas ...

Pense nisso!

A vida é marcada por acontecimentos inesperados que a transformam,
muitas vezes, de modo irreversível.

Cuide de seus amores porque, embora eles sejam para sempre, poderão
não estar sempre ao seu lado.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em carta de autoria
desconhecida.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

A apresentação está falhando?

Entre no "www.gmail.com" e feche o usuário aberto.

Divulgue este blog (cartão virtual)

Divulgue este blog (cartão virtual)
Clique com o botão direito do mouse, copie a imagem, cole em uma nova mensagem e envie para seus colegas! caso falhe, procure salvar a imagem e depois enviar como anexo.