quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mães solteiras


É um fenômeno mundial. No planeta inteiro, há milhares de anos,
mulheres encaram a maternidade sozinhas.

Hoje até se tornou moda: mulheres independentes e financeiramente
estáveis optam por criar os filhos sozinhas.

Mas,  na maior parte das ocasiões, a maternidade solitária não é fruto
de uma escolha.

Sim, ser mãe solteira é também amargar o abandono, a confiança traída.
É encarar o futuro assustada, muitas vezes sem sequer ter saído da
adolescência.

Como se sabe, na adolescência e na juventude, tudo parece ser maior,
mais intenso e mais profundo do que realmente é.

Por isso, os mais jovens se apaixonam e imaginam que vão morrer de
amor. Quando rompem um namoro, acreditam que jamais encontrarão alguém
melhor. E as brigas familiares assumem proporções de tragédia.

Tudo isso é preciso ter em mente quando se analisa a questão das mães
solteiras, da gravidez na adolescência e das crises que envolvem tais
situações.

É óbvio que uma gestação na adolescência não é a situação ideal. Ela
atrasa estudos, interrompe sonhos e planos, gera momentos  de
desconforto.

Mas o que fazer diante do fato concreto? E quando uma filha revela que
está grávida, que atitude tomar?

Diante de uma gravidez, os pais entram em pânico e as filhas se
desesperam ou se revoltam.  Instala-se o caos.

É bem humano e natural que seja assim. É que criamos expectativas a
respeito dos outros.

Os pais esperam que as filhas cursem uma Universidade, consigam um bom
emprego, namorem, casem-se e constituam uma linda e harmoniosa
família.

Por sua vez, as filhas também traçam planos, que às vezes até
coincidem com o dos pais. Mas elas  também desejam ser felizes,
conseguir independência, ter um lar para chamar de seu, com algum
conforto e muita alegria.

São projetos. Mas a vida tem surpresas pelas curvas do caminho. E a
mais comum situação é ver os sonhos desaparecerem como bolhas de
sabão.

E nessas ocasiões vem a pergunta: Como agir? Como ser solidário e bom
com a filha grávida, sem deixar de chamá-la à responsabilidade
própria?

As respostas a essas questões envolvem duas palavras: amor e
sabedoria. Amor para compreender que a filha atravessa um momento
delicado.

Muitas vezes foi abandonada,  está sem chão, sem suporte. Desnorteada,
não consegue ver o futuro. Pensa apenas na gravidade da situação, nos
momentos próximos em que terá nos braços um filho.

E ela mesma é pouco mais que uma criança...

Para os pais, a hora é igualmente difícil. Abalados, decepcionados,
choram e brigam, externando a dor interna. Mas são mais maduros.

É a hora de ganharem forças para amparar a filha necessitada.

E ajudar a filha mãe solteira não é assumir as responsabilidades dela
nem a educação do neto.

Auxílio, nesse caso, é orientação, apoio psicológico e material,
estímulo a continuar os estudos, cuidar do próprio filho e seguir em
frente.

Por vezes fazemos tempestade em copo d´água. Ao contrário do que muita
gente pensa, é possível ter filhos, estudar, trabalhar e concretizar
todos os sonhos.

É lógico que tudo será mais trabalhoso e difícil, mas não é
impossível. A dificuldade é consequência da invigilância.

Para isso, basta que alguém - pais, namorado, irmão, amigo, parente -
faça uma pequena corrente de solidariedade e dê apoio.

Não se trata de assumir o papel da mãe nem suas obrigações. Isso
jamais. Trata-se de pequenos gestos que farão toda a diferença no
futuro.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

Disponível no livro Momento Espírita, v. 8 e no CD Momento Espírita,
v. 18, ed. Fep.

Em 29.07.2011.




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