segunda-feira, 5 de junho de 2017

A conta da vida


Quando André completou vinte e um anos, sua mãe lhe preparou uma festa. Ele recebeu os amigos e festejou a data com alegria.
Quem estava entristecida era sua mãe. Apesar de estar completando a maioridade, André não aceitava qualquer disciplina.
Com muito esforço, sua mãe conseguira que ele aprendesse as primeiras letras. Depois, não quis mais estudar. Trabalhar muito menos.
Ao deitar-se naquela noite, o jovem foi arrebatado pelas asas do sono. Sonhou que era procurado por um Mensageiro Espiritual que trazia na mão um documento.
E, ante a curiosidade de André, lhe disse que aquela era a conta dos seres sacrificados até aquele momento, em seu proveito.
Até hoje, falou o Mensageiro, para te sustentar a existência morreram aproximadamente duas mil aves, dez bovinos, cincoenta suínos, vinte carneiros e três mil peixes diversos.
Nada menos de sessenta mil vidas do reino vegetal foram consumidas pela tua, incluindo-se as do arroz, milho, feijão, trigo, das várias raízes e legumes.
Em média, bebeste três mil litros de leite, gastaste sete mil ovos e comeste dez mil frutas.
Tens explorado fartamente as famílias do ar, das águas, do solo. O preço dos teus dias nas hortas e pomares vale por uma devastação.
E nem relacionamos aqui os sacrifícios maternos, os recursos de teu pai, os obséquios dos amigos e as atenções dos benfeitores que te rodeiam.
Em troca, o Senhor da vida manda te perguntar o que é que fizeste de útil.
Nada deste de retorno à natureza. Lembra-te de que a própria erva se encontra em serviço divino. Tudo é mensagem de serviço, de trabalho na natureza.
Olha para tua mãe. Os anos já lhe pesam e ela prossegue em intensa atividade por ti e por teus irmãos, encontrando ainda tempo para se dedicar aos filhos de ninguém.
Observa teu pai que atravessa os anos em labor digno, dando-te o exemplo de disciplina e vontade.
Teus próprios amigos se encontram empenhados no estudo e na dedicação profissional.
Não fiques ocioso. Produze algo de bom, marcando a tua passagem pela Terra.
O moço espantado passou a ver o desfile dos animais que havia devorado e acordou assustado.
Amanhecia. O sol de ouro cantava em toda parte um hino ao trabalho pacífico.
André pulou da cama, foi até sua mãe e exclamou:
Mãe, desejo retornar aos estudos ainda hoje.
*   *   *
Para nos assegurar a vida, Deus nos faculta o ar, o sol, a chuva, os ventos.
Para nos sustentar o corpo, recebemos o leite materno e na sequência, seres vegetais e animais são sacrificados todos os dias.
Com tanta preocupação de Deus pela nossa própria vida, é de indagarmos o que a nossa vida tão preciosa está oferecendo ao mundo em troca.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Alvorada cristã, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 28.01.2011.




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