terça-feira, 23 de junho de 2015

Valorizando os sentimentos


Sua empresa era um sucesso. Criou muitos empregos, seus empregados eram felizes e ele tinha uma vida boa.
Contudo, aos 45 anos, dois filhos, trabalhando 24 horas por dia, 6 dias por semana, estava esgotado.
Ele amava sua família e queria estar mais com ela. Decidiu tornar sua empresa uma companhia pública e usar o dinheiro para aumentar a equipe administrativa e a infraestrutura.
Assim, poderia ficar mais tempo com a família, enquanto outros executivos conduzissem os negócios.
Contratou um analista financeiro para avaliar a empresa e orientá-lo para alcançar o preço máximo da proposta. O que o analista disse o surpreendeu. Para levantar o preço de venda da empresa era necessário elevar os lucros e reduzir os gastos.
Solução: despedir 13 funcionários. A equipe de gerência.
Depois da venda, a nova equipe se encarregaria das questões do pessoal. Enquanto isso, Harvey tomaria as decisões administrativas.
Ele começou a pensar nas vidas das pessoas que arruinaria. Era cruel, dizia para si mesmo, largar tantos gerentes de nível médio para poder receber alguns milhões de dólares a mais!
Precisava de tempo para pensar. Mas, logo a notícia de que a empresa estava abrindo o capital e que haveria dispensa de pessoal se espalhou.
Empregados começaram a fazer perguntas. Telefonemas aumentaram. A decisão se fazia de urgência.
Então, a equipe de gerentes, que não sabia que eram os seus empregos que corriam risco, o procurou.
Supunham que ele despediria funcionários de degraus mais baixos. Desta forma, estavam dispostos a reduzir em 10% o seu pagamento para que aqueles homens não perdessem o emprego.
Harvey ficou atônito. Os que ele teria que dispensar eram exatamente os que ofertavam parte dos seus salários com o intuito de salvar o emprego de outros.
Foi para casa. Precisava decidir rápido. Para desanuviar a cabeça, foi brincar com seu filho de 7 anos.
Num jogo onde disputavam balas de chocolate, quando a vitória do garoto era certa, ele simplesmente ofertou metade das suas balas ao pai, para poder continuar a ter o prazer de brincar.
O gesto e o intuito atingiram o coração de Harvey. No dia seguinte, ele anunciou seus planos de emitir ações, abrindo o capital da empresa.
Chamou toda sua equipe administrativa e lhe ofereceu um aumento de 5% se eles trabalhassem mais, durante a transição.
A empresa superou todas as expectativas e alcançou extraordinário preço. Hoje, Harvey conduz sua companhia de muitos milhões, com tranquilidade, junto à família.
Ele confia na lealdade de sua equipe de gerentes que trabalha de forma esplêndida.
Para vencer nos negócios, diz ele, você pode agir como se estivesse numa corrida de ratos. Mas, é muito melhor apostar numa corrida de seres humanos. Vencer essa corrida é muito mais importante para mim.
*   *   *
Na administração de qualquer negócio, não devemos esquecer que a riqueza e o poder de decisão sobre outras vidas são talentos dados pela Divindade.
E todo talento deve merecer a correta aplicação. Quando o egoísmo não comanda as ações, os benefícios se multiplicam.
Em toda decisão que envolva outras vidas, outros seres humanos não se pode esquecer que os valores amoedados são perecíveis.
A lealdade, o companheirismo e o amor são valores imperecíveis. E imensuráveis.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Valorizando o amor,
do livro Triunfos do coração, de Chris Benguhe, ed. Butterfly. 
Em 10.08.2009.




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