quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Um sentido para a vida


Um dos graves problemas da atualidade é a falta de sentido da vida para um grande número de pessoas.
Isso redunda em um expressivo montante de suicídios, sobretudo de jovens. Jovens que possuem beleza física, boas condições financeiras, que cursam as melhores universidades, que têm boa estrutura familiar.
Enfim, criaturas que têm tudo para serem felizes, para desejarem viver. E, contudo, buscam a morte voluntária, numa escala que, estatisticamente, informa que o suicídio é a causa mais frequente de morte, nos Estados Unidos, depois dos acidentes de trânsito.
O psiquiatra vienense Viktor Frankl, em uma de suas conferências, contou que, certa feita, foi acordado pelo telefone, às três horas da manhã.
Do outro lado da linha, uma mulher dizia que acabara de tomar a decisão de se suicidar. Ela estava curiosa para saber a opinião dele.
Calmamente, ele lhe disse o que sempre existe para se falar contra o suicídio. Durante um largo tempo eles discutiram todos os prós e contras.
Por fim, Viktor conseguiu que ela prometesse não fazer nada nas próximas horas. E pediu-lhe que fosse ao seu consultório naquela manhã.
Pontualmente às nove horas, conforme ele estabelecera, ela apareceu. E confessou:
O senhor vai se enganar, doutor, se estiver achando que qualquer um dos argumentos que o senhor me apresentou essa madrugada teve o mínimo efeito sobre mim.
Se alguma coisa me impressionou, foi o fato de tirar um homem do seu sono e, em vez de brigar comigo, ele me escutou pacientemente por mais de meia hora.
E depois conversamos. A partir daí, cheguei à conclusão de que, se isso existe, então quer dizer que é preciso dar mais uma chance à vida, à continuação da vida.
Uma relação humana tinha se estabelecido e, nesse caso, salvo uma vida.
O famoso psiquiatra, criador da Logoterapia, considerada a Terceira Escola Vienense de Psicoterapia, contou ainda que, certa manhã, chegou à clínica e cumprimentou um pequeno grupo de professores, psiquiatras e estudantes americanos que estavam em Viena, com o intuito de realizar algumas pesquisas.
Ele lhes disse que um programa televisivo, nos Estados Unidos, escolhera algumas pessoas e lhes pedira que resumissem numa frase o objetivo da vida.
Bem, disse Viktor, eu fui selecionado. O que os senhores acham que eu escrevi?
Todos ficaram pensando até que um estudante respondeu:
O senhor escreveu que o sentido de sua vida era ajudar os outros a ver o sentido de suas vidas.
Exato, respondeu o médico, foi precisamente isso que escrevi.
*   *   *
O mestre Galileu já prescreveu, há mais de dois mil anos: Amai o vosso próximo. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam. Tratai todos os homens como desejai que eles vos tratem.
Se passarmos a nos importar com o semelhante, com quem caminha ao nosso lado, encontraremos sentido na vida porque sempre haverá uma lágrima para enxugar, um coração para consolar, alguém para agasalhar, um carinho a dar.
Pensemos nisso e tracemos objetivos para nossas vidas. Crescer em intelectualidade, mas não esquecer que somos gente, rodeados de gente e que todos ansiamos muito por alguém que se importe conosco.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O ser humano
que sofre, do livro O que não está escrito nos meus livros, de Viktor E.
Frankl, ed. É realizações e nos versículos 12, do cap. VII e 39 do cap.
XXII do 
Evangelho de Mateus, e no versículo 31, do cap. VI doEvangelho de Lucas.
Em 17.10.2013.




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