terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O sentido do amor


Aguardávamos o transporte que nos conduziria ao trabalho. A plataforma estava repleta de pessoas, cada qual à espera do respectivo ônibus.
Foi então que vimos a mãe jovem com o filho nos braços. Era um dia de sol intenso e ela estava de óculos escuros.
O garoto se mirava nas lentes e falava, encantado, apontando com seu dedinho: Eu tô aqui, mamãe. Eu tô me vendo.
E como para se assegurar de que estava sendo visto, por detrás das lentes escuras, perguntou:Você tá me vendo, mamãe?
E com suas mãos delicadas acariciava o rosto da mãe. Com cuidado, ajeitou-lhe o cabelo para trás das orelhas e comentou: Que lindo brinco, mamãe! Como você é bonita!
Enquanto a jovem, simplesmente, sorria, enlevada, ele declarou: Amo você, mamãe.
Também amo você, respondeu ela.
E assim iam se consumindo os minutos, em troca de carinhos e palavras doces, as testas encostando uma na outra e beijinhos sendo dados nas faces.
Observando as cenas que se sucediam, discretas, mas emocionantes, ficamos a pensar nos segredos do amor.
Desse amor que extravasa do coração de um filho agradecido e apaixonado, do amor materno que se repleta de felicidade, nessa doce experiência.
Permitimo-nos viajar no tempo, e cogitar: quando os anos se sucederem, quando a vida já houver estabelecido outras diretrizes, como recordarão esses corações tais momentos!
Possivelmente, o menino tornado homem, não terá guardado lembrança daqueles momentos fugazes, num dia distante, numa plataforma de transporte urbano.
No entanto, alimentado de gestos de ternura, aprendendo as delícias do amor que se traduz em espontâneas manifestações, se tornou um homem equilibrado, ponderado e feliz.
A mãe, com certeza, na madureza dos anos ou na velhice dos dias, guardará na memória o enlevo daqueles momentos e daquelas carícias.
Mesmo que, por qualquer motivo, permaneça distante do amado filho, bastará feche os olhos para renovar as sensações de mãozinhas macias, acariciando-lhe as faces e a vozinha infantil declarando amor.
*   *   *
Enquanto muitos passam pela vida e aportam na velhice no barco da desilusão, desencantados, os que elegeram para suas vidas o amor, navegarão em águas tranquilas.
Pessoas assim vivem intensamente, produzindo o bem, semeando alegrias em seu redor, sendo felizes. Enquanto outros vão à cata de aventuras, ou se propõem a uma caça à felicidade, esses, por terem elegido o amor como sentido do viver, saúdam cada dia com gratidão.
Espalharam as sementes do amor em profusão e colhem seus frutos sazonados.
Essas pessoas não se permitiram perder os tesouros dos minutos.
Minutos de um dia de sol, de um gesto de carinho, de uma palavra gentil, de uma declaração amorosa inesperada.
Pense nisso: aproveite hoje, a partir de agora, cada minuto, para experienciar o amor.
Ame e ensine a amar. Expresse ao outro seu amor. Construa sua felicidade!

Redação do Momento Espírita.
Em 5.11.2013.




Um comentário:

  1. Olá. Linda a narrativa. Tenho duas filhas e posso garantir que momentos simples como este da história são os que trazem a alegria mais terna ao coração de uma mãe. Lindo! Obrigada e boa noite.

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