quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O rico vigilante


O desejo de ser rico é bastante comum.
Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade.
Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus.
A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora.
Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família.
Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas.
Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.
Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.
A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo.
Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria.
Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia.
Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas.
Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos.
Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes.
Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim.
A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas.
Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo.
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta.
Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco.
Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre.
*   *   *
Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais.
Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva.
Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada.
Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede.
Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir.
Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios.
Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir.
Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 21, do
livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 08.11.2011.




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