sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A riqueza do Pai


Quando o pólen vai conduzido pelas patinhas dos insetos e pelo vento, observamos o curioso fenômeno da fertilização no reino vegetal.
Essa integração entre o vento, as plantas e os animais nos fala da beleza que caracteriza as Leis do Criador.
Mas as flores e os frutos que decorrem dessa integração nos falam da riqueza de Deus, a saciar a sede de beleza e a fome de Sua criação animal.
Quando as poeiras celestes se reúnem  nos cenários cósmicos e cantam o nascimento de um  novo astro, conseguimos ver a beleza do Criador a inundar os espaços.
Porém, ao olharmos a olho nu ou por meio de equipamentos tecnológicos, a infinidade de astros nos céus, constatamos a riqueza de Deus, a nos falar dos universos sem conta.
Quando observamos a movimentação do verme no solo, transformando a matéria em húmus fertilizante; quando vemos a ação dos seres unicelulares desde a ameba, no ciclo do progresso, temos a beleza da obra Divina em ampla demonstração.
Entretanto, ao vermos a multiplicidade das formas animais, das cores, da plumagem, das peles, constatamos como tudo isso exprime a riqueza de Deus.
Quando nos permitimos as observações no mundo da irracionalidade, das reações animais nos impulsos do instinto e o acerto dessas reações, somos levados a penetrar os campos da beleza do Pai, que unifica o vaga-lume e o chimpanzé, a mosca e o dromedário, a formiga e o leão, na vasta cadeia da evolução animal.
Todavia, ao verificarmos as experiências humanas que reúnem em si todos os progressos dos seres inferiores à humanidade; ao constatarmos as sofisticações intelectuais,  morais, espirituais do homem não se pode ficar indiferente a essas demonstrações da riqueza de Deus.
Tudo nos leva a conceber a Inteligência Suprema como a beleza e a riqueza plenas e perfeitas a penetrar e envolver os mundos.
E, ao reconhecer a nossa condição de filhos desse grande Pai, nos sentimos herdeiros das constelações, donos da vida, uma vez que é o nosso Pai o dono de tudo.
Observamos que toda a feiúra e a pobreza que vemos sobre o planeta é devida às construções infelizes do ser humano.
É o homem que cava para si mesmo abismos de dor e veredas de morte, em razão de dar ouvidos às sombras que ainda existem em sua intimidade.
No entanto, não há porque persistir em conservar as pobrezas da mente e do coração, desde que em Deus tudo é beleza, riqueza, um campo de vibrante evolução.
O que devemos buscar é o aprimoramento da alma, o embelezamento íntimo e a riqueza do caráter, a fim de que desenvolvamos em nós o Reino dos Céus, na marcha para a evolução.
*   *   *
Aprendamos a descobrir, ao nosso redor, a beleza e a riqueza de Deus a fim de que, assim sintonizados, sejamos estetas da beleza, artífices da paz e promotores do bem, nesse universo de ações, vibrações, sentimentos, em que nos movemos.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Beleza e riqueza de Deus, do livro Em nome de Deus, pelo Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 19, ed. Fep.
Em 22.08.2011.




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