terça-feira, 23 de julho de 2013

Música em nossas vidas


Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco
de uma árvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta.

Tudo na natureza tem musicalidade. O vento dedilha sons na vasta
cabeleira das árvores e murmura melodias enquanto acarinha as pétalas
das flores e os pequenos arbustos.

Quando se prepara a tempestade, ribombam os trovões, como o som dos
tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes.

Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o
burburinho de quem bebe com pressa.

Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio.

Tudo é som e harmonia na natureza. Mesmo quando os elementos parecem
enlouquecidos, no prenúncio da tormenta.

E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa
vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo
eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades.

Em tudo há ritmo, harmonia, musicalidade.

Em nosso corpo, bate ritmado o coração, trabalham os pulmões em ritmo
próprio, escorre o sangue pelas veias e artérias.

Tudo em tempo marcado. Harmonia.

Nosso passo, nosso falar é marcado pelo ritmo.

A música está na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos
música em nossa intimidade. Somos música.

Por isso é que o homem, desde o princípio, compôs melodias para
deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar
os mortos.

Também aprendeu que, através das notas musicais, podia erguer hinos de
louvor ao Criador de todas as coisas.

E surgiu a música mística, a música sacra, o canto gregoriano.

Entre os celtas, era considerada bem inalienável a harpa, junto ao
livro e à espada.

Eles viam na música o ensinamento estético por excelência, o meio mais
seguro de elevar o pensamento às alturas sublimes.

Os cristãos primitivos, ao marcharem para o martírio, o faziam entre
hinos ao Senhor. Verdadeiras preces que os conduziam ao êxtase e os
fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum.

O rei de Israel, Saul, em suas crises nervosas e obsessivas, chamava o
pastor Davi que, através dos sons de sua harpa, o acalmava.

A música é a mais sublime de todas as artes. Desperta na alma
impressões de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o
movimento, que é uma das leis da vida. Por isso ela é a própria voz do
mundo superior.

A voz humana possui entonações de uma flexibilidade e de uma variedade
que a tornam superior a todos os instrumentos.

Ela pode expressar os estados de espírito, todas as sensações de
alegria e da dor, desde a invocação de amor até às entonações mais
trágicas do desespero.

É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na
sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.

É por isso que a sabedoria popular adverte: Quem canta, seus males espanta!

Cantemos!



Redação do Momento Espírita, com trechos do cap. VII do livro
O espiritismo na arte, de Léon Denis, ed. Arte e cultura.
Em 19.07.2012.




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