segunda-feira, 22 de julho de 2013

Música de amor


Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade. Seu pai não lhe
legou dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da
autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria dos
aspectos criativos da vida.

Lester amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele
cortava lenha.

Os anos da depressão americana puseram fim aos estudos na faculdade e
à sua carreira musical.

Aos 30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram
início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família.

O interesse de Lester pela música nunca cessou. Sempre que podia, ele
ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. No entanto, ele
não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos.

Com muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família,
ele nem podia pensar em adquirir um piano.

Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa.

Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo
para escrever para sua querida Frances.

Sentia saudades dela e do homenzinho, forma como se referia ao seu
filho recém-nascido que morava na pequena mansão, um título pomposo
dado à sua casa modesta.

Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era
lida e relida por Frances, que todos os dias aguardava, ansiosa, a
chegada da próxima carta.

Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem
família, e Frances trabalhava meio período como enfermeira para
complementar o orçamento.

A economia era a nota constante. Ela comprava somente o suficiente
para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção
continuamente para o seu marido.

A guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver.
No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares na
pequena mansão.

Uma grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor.
Frances guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua
pequena família.

Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um presente que
alimentaria a alma do seu amado.

Renunciando ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de
comprar um piano para ele. Na verdade era uma espineta, um antigo
instrumento de cordas semelhante ao cravo.

Mas para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo.
Ele era o saldo da renúncia máxima de uma mulher.

O piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente. Seus
netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a
sensação de que trazem de volta à vida a história da família.

É como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar
para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó
e músicas alegres para dançar.

Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam
um pelo outro, pelos filhos e pelos netos.

Eles partiram para a Espiritualidade mas legaram aos seus amores uma
lição imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e
a vida física.

*   *   *

São necessárias duas pessoas para haver aconchego.

Mantenha sempre uma expressão agradável no rosto. Ele é o espelho onde
seu amado deve se refletir.

Cantar atrai mais afeição do que gritar.

Finalmente, pense: quando você tem amor no coração qualquer pessoa ao
seu redor encontra alegria em sua presença.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. Música de amor, de
Corrie Franz Cowart e do cap. Lições de vida aprendidas com um casal
de periquitos de Vickie Lynne Agee, da obra Histórias para o coração
da mulher, de Alice Gray, ed. United Press.

Em 30.05.2011.




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