segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mudança de estratégia



Alguma vez você já teve que corrigir ou mudar o rumo dos seus passos?


Se você respondeu que sim, você é como a grande maioria dos seres humanos.

Isso acontece, com frequência, porque ainda não temos habilidade
suficiente para saber com precisão onde queremos chegar e que caminho
seguir.

E isso acontece porque ainda somos aprendizes da vida.

Por causa dessa falta de lucidez, natural em nosso estágio evolutivo,
é que às vezes nos perdemos em atalhos que retardam nossa marcha na
direção dos altiplanos do infinito.

E não é raro que tenhamos que mudar a direção, buscar caminhos
alternativos, apressar o passo, observar com mais atenção para não
tropeçar nos obstáculos naturais da marcha para Deus.

Nós sabemos que é preciso caminhar, buscar, bater na porta que ela se
abrirá, pois o suave Rabi da Galiléia nos orientou a respeito.

E se fazemos isso, por que nem sempre dá certo?

É que nem sempre buscamos da forma correta e batemos na porta certa.

Outras vezes nós chegamos ao término do caminho e deparamos com um
resultado que não era justamente o que desejávamos, e a frustração nos
toma de assalto.

Às vezes, para se atingir um objetivo é preciso descobrir novos
caminhos, ousar, inovar, criar novas estratégias.

Talvez essa pequena história possa ilustrar melhor.

Conta-se que havia um cego sentado numa calçada, em Paris, com um boné
a seus pés e um pedaço de madeira com o seguinte pedido, escrito com
giz branco: Por favor, ajude-me, sou cego.

Um publicitário, da área de criação, passou por ali, parou e viu umas
poucas moedas no boné.

Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu
outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira no mesmo lugar e foi embora.

À tarde o publicitário passou por ali e notou que o boné estava cheio
de notas e moedas.

O pedinte reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem
tinha mudado o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia
escrito ali.

O publicitário respondeu: Nada que não esteja de acordo com o seu
anúncio, mas com outras palavras.

Sorriu e continuou seu caminho.

O mendigo não sabia, mas seu novo cartaz dizia: Hoje é primavera em
Paris, e eu não posso vê-la.

*   *   *

Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um
objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado.

Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos
conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida.

Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa
direção segura, pare um instante.

Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola
da sua existência e siga em frente.

*   *   *

Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir,
talvez Deus queira que você busque outra saída.

Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que
estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte.

Pense nisso e procure ouvir a sugestão dos sábios publicitários do
espaço, para que faça uma pequena mudança na estratégia.

E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se
abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa.

Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.
Em 12.06.2009.





Um comentário:

  1. Linda mensagem de equilíbrio que devemos buscar! Obrigada

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