segunda-feira, 1 de julho de 2013

Momentos mágicos


A história é narrada por Ed Landry, recordando cenas dos seus catorze
anos de idade.

Na época, seu pai trabalhava das oito da noite às quatro da manhã. E
foi no período de férias do garoto que tudo aconteceu.

Ele se oferecera para preparar o café da manhã para o pai, depois do trabalho.

O pai acabava seu turno e, em plena madrugada, telefonava para casa. O
garoto pulava da cama. As irmãs e a mãe se mexiam na cama e dormiam.
Sabiam que não era para elas a ligação.

Quando ele atendia, ouvia a voz animada do pai dizendo que concluíra
seu trabalho e, em vinte minutos, estaria em casa.

O café estará pronto. Respondia o menino.

O prato predileto do pai àquela hora da manhã era ovos com bacon.

A velha frigideira de ferro saía rápido do armário e ficava à espera.
O garoto preparava o café, as torradas e ficava olhando a rua pela
tela da varanda dos fundos.

Ele podia ver quatro quarteirões de distância.

O dia desejava raiar mas as estrelas ainda brilhavam. Quando o pai
atingia o poste de iluminação, ele colocava o bacon na frigideira. Era
o momento ideal. Quando o pai lançava seu sonoro Bom dia, entrando
pela cozinha, o bacon estava no ponto.

Enquanto ele lavava o rosto e as mãos, os ovos eram preparados. O pai
se sentava à mesa e dizia:

É formidável você preparar meu café da manhã. Eu me sinto realmente agradecido.

Não é trabalho nenhum. - Falava Ed. O difícil é só levantar. Depois
tudo é fácil.

Enquanto comia, o pai contava como fora seu trabalho. Mecânico de
locomotivas, ele tinha um carinho especial por cada uma delas.

Estranhamente para o filho, o pai, que deveria demonstrar cansaço após
exaustivas horas de trabalho, contava suas histórias com entusiasmo.

Quando um bocejo denunciava que o sono chamava o menino de volta para
os seus sonhos inacabados, o pai falava:

Eddy, está ficando tarde. Você deve voltar para a cama para não ficar
cansado amanhã, quer dizer, hoje, logo mais. Eu vou ler o jornal e
relaxar um pouco.

Agradecia o café e se olhavam profundamente nos olhos. Eddy recorda
que aquelas madrugadas eram os momentos mágicos que eles passavam
juntos, de uma forma muito especial.

Uma troca de carinho muito significativa entre um pai que deveria
estar cansado e um filho adolescente com as pálpebras pesadas de sono.

*   *   *

A vida nos surpreende todos os dias com momentos especiais. Momentos
que, em verdade, não se repetem.

Quem poderá esquecer o abraço espontâneo do pequerrucho que pula no
pescoço, se pendura e fala: Eu te amo?

Quem não se recordará por todos os anos da sua vida do beijo melado,
cheio de chocolate, da pequenina sorridente?

Quando a velhice nos alcançar, com certeza ainda teremos na acústica
da alma os sons das primeiras canções infantis dos nossos pequenos.

Cada momento vivido com os filhos, com a família, é de extraordinária riqueza.

Ao longo da nossa vida, quando a solidão nos abraçar, teremos as
lembranças doces e ternas para nos fazerem companhia.



Redação do Momento Espírita, com história do artigo Bom dia, papai!,
de Seleções Reader’s Digest, de janeiro de 2000.
Em 23.03.2011.




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