segunda-feira, 22 de abril de 2013

Maus ricos


No Evangelho de Lucas encontramos a seguinte parábola proposta por Jesus:

Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava
magnificamente todos os dias.

Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo
coberto de úlceras - que muito estimaria poder mitigar a fome com as
migalhas que caíam da mesa do rico; mas ninguém lhas dava e os cães
lhe vinham lamber as chagas.

Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o
seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno.

Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe
Abraão e Lázaro em seu seio - e, exclamando, disse estas palavras:

"Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a  fim de que molhe
a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro
horrível tormento nestas chamas."

Mas Abraão lhe respondeu: "Meu filho, lembra-te de que recebeste em
vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora está
na consolação e tu nos tormentos."

Disse o rico: "Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de
meu pai, onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas,
a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento."

Abraão lhe retrucou: "Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem."

"Não, meu pai Abraão", disse o rico, se algum dos mortos for ter com
eles, farão penitência."

Respondeu-lhe Abraão: "Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas,
também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite."

*   *   *

Jesus aponta com rigidez, as consequências de uma vida egoísta.

Não condena a riqueza, mas sim a atitude daqueles ricos do mundo que
não sabem da responsabilidade que têm, no uso e administração de seus
bens.

Esse mau rico foi condenado aos tormentos de seu inferno íntimo - da
consciência culpada que queima feito fogo.

Esse rico que se vestia de púrpura e que todos os dias se regalava
esplendidamente, é o símbolo daqueles que querem tratar da vida do
corpo e se esquecem da vida da alma.

São os que buscam a felicidade no comer, no beber e no vestir. São os
egoístas que vivem unicamente para si.

E muitos lázaros se arrastam ao seu redor...

Não só clamando em seus portões por migalhas de suas mesas fartas, mas
por vezes dentro de seus lares, na figura daqueles que carecem de
atenção e de amor.

Triste fim terão esses ricos do mundo, se não despertarem a tempo...

*   *   *

A riqueza não constitui obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem.

Certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo
o Espírito, podem trazer errôneo entendimento.

Se assim fosse, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um
instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, ideia que repugna à
razão.

Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que
gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito
arriscada, mais perigosa do que a miséria.

É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o
laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do Céu os
pensamentos.

Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a
torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que
dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se
empregados a propósito e com discernimento.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Parábola do rico e
Lázaro, do livro Parábolas
 e ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel, ed. O clarim e no item 7 do
cap. XVI do livro
O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 13.05.2009.




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