quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mau humor


A revista Circulation, da Associação Americana do Coração publicou um
estudo, realizado por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte,
nos Estados Unidos.

O título era muito sugestivo: Verdade: raiva mata mesmo. E dizia do
aumento significativo dos riscos de se ter um ataque cardíaco, devido
ao mau humor.

A equipe, durante seis anos, estudou nada menos do que o comportamento
de 13.000 homens e mulheres, com idade entre 45 e 64 anos.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que se irritam
intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de
sofrer um infarto do coração, do que aquelas que encaram os problemas
com mais serenidade.

Segundo esses estudiosos, cada vez que a pessoa tem um episódio de
raiva, o organismo joga no sangue uma carga extra de adrenalina.

A concentração desse hormônio no corpo aumenta o número de batimentos
cardíacos e estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que a pressão
arterial se eleve.

A repetição dos momentos de raiva pode gerar dois problemas que se
associam ao infarto. O primeiro é a arritmia cardíaca, o que quer
dizer que o coração bate de forma descompassada.

O segundo, é a dilatação das placas de gordura que, por acaso, existam
nas artérias.

Por tudo isto, é bom analisarmos os nossos atos.

Por exemplo: o mau humor está se apresentando em nossas vidas de
maneira quase constante?

Procuremos examinar as suas origens, a fim de que o possamos liquidar
o mais rápido possível.

Caso o problema seja de alguma dívida que esteja nos preocupando,
recordemos que não será com mau humor que conseguiremos os recursos
para pagá-la.

Se a dificuldade é uma doença que nos atormenta, tenhamos em mente que
enfermidade precisa de remédio e não de intolerância, para se curar.

Se estivermos precisando da cooperação de alguém para um
empreendimento, uma tarefa, com certeza não será apresentando uma
carranca que conseguiremos simpatia e ajuda.

Se estiverem se apresentando contratempos na família, não serão frases
ásperas, cheias de amargura e má vontade que irão resolvê-los.

Tudo isto quer dizer que, em verdade, até hoje não se tem conhecimento
de ninguém que o azedume e o mau humor tenham auxiliado.

Portanto, o melhor é tentar nos livrarmos dessa postura destruidora,
cultivar a paciência e aprender a sorrir.

*   *   *

Ninguém consegue realizar alguma coisa sem os outros e os outros não
são culpados por nossos insucessos.

Enfrentemos o novo dia, dispostos a vencer, conquistando o espaço bom
que nos está reservado no mundo.

A boa vontade em relação aos outros retornará sempre para nós em clima
de simpatia e camaradagem.

Assim, começando hoje, coloquemos beleza em nossos olhos, a fim de
olharmos a vida com lentes mais claras, libertando-nos das impressões
negativas da noite passada.

Notaremos então que nosso estado íntimo se renovará e tudo tomará uma
cor agradável ao nosso redor.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Mau humor? Nem pensar,
 publicado no Boletim SEI nº 1678, de 27.05.2000 e no cap. Mau humor
 do livro Calma, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Geem.
Em 16.02.2009.




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