segunda-feira, 8 de abril de 2013

Máscaras


Será que nosso comportamento é sempre o mesmo diante das pessoas que
convivem conosco no lar e com aquelas que convivemos vez que outra?

Os fatos nos demonstram que assim não é.

Mas a quem enganamos, então?

Aos familiares ou aos outros?

Ou será que enganamos a nós mesmos?

A maioria de nós tem um comportamento diferente diante de pessoas
diferentes. É o chamado Departamento de Marketing.

Assim, considerando que o inter-relacionamento pessoal é uma arte de
dissimular sentimentos, afivelamos a máscara correspondente a cada
momento e variamos conforme as circunstâncias, ocasiões e pessoas com
as quais nos comunicamos.

Se queremos parecer bem para a pessoa com quem nos relacionamos,
usamos a nossa aparência agradável.

Vendemos uma imagem nem sempre verdadeira. Dissimulamos sentimentos e
simulamos um comportamento de acordo com a imagem que queremos passar.

Dessa forma, estamos prejudicando a nós mesmos, gerando conflitos
íntimos, fazendo esforços para parecer quem na realidade não somos.

Se quisermos descobrir quem somos de fato, basta que nos observemos no
trato com os familiares. Em casa é que normalmente somos verdadeiros.

É comum ouvirmos elogios a pessoas que convivem conosco, por parte de
amigos, que só as encontram de vez em quando.

Nós, por nossa vez, costumamos pensar: Quem não conhece, que compre!

Essa pessoa, querendo parecer bem, afivela a máscara da afabilidade,
da doçura e vende uma imagem falsa.

Homens gentis, patrões educados, costumam ser pais déspotas, irados ou
mudos junto aos familiares.

Mulheres caridosas, exemplos de polidez, não raras vezes se mostram
mães indiferentes, esposas nervosas, sem consciência de que quem
realmente tem o direito ao afeto são os próximos mais próximos, que se
encontram sob o mesmo teto.

Jovens sorridentes, que se desdobram em gentilezas com os amigos,
tornam-se verdadeiras feras, portas adentro do lar, no convívio com
pais e irmãos.

A quem pensamos enganar?

Será que a vida é um eterno baile de máscaras?

E quando a nossa consciência nos cobrar fidelidade entre o pensar e o agir?

Um dia teremos que nos despojar de todas as máscaras e nos mostrar tal
qual somos, sem dissimulações.

Por esse motivo, vale a pena começar sem demora a luta por sermos
verdadeiros, fazendo com que cada vez que coloquemos a máscara da
bondade, ela possa deixar em nós marcas de bondade.

Quando usarmos a máscara da gentileza, nos deixemos influenciar por
ela. Quando a da fidelidade, deixemo-nos impregnar, até que, quando
menos esperarmos já estaremos sendo verdadeiros, mudando a nossa
paisagem íntima de forma definitiva.

*   *   *

Estamos sempre sendo observados por uma nuvem de testemunhas.

Essas testemunhas são os Espíritos sem o corpo físico.

Eles nos observam e notam nosso comportamento onde quer que estejamos.

Ao retornarmos à pátria verdadeira, que é o mundo dos Espíritos, não
poderemos mais esconder nossos pensamentos como fazemos na Terra.

Pensemos nisso.



Redação do Momento Espírita

Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.

Em 27.06.2011.




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