sexta-feira, 5 de abril de 2013

Marie Curie


Toda grande vida é uma conquista. Em toda grande vida, há lutas e
sofrimentos procurados e aceitos com vista a um triunfo determinado.

As vidas comuns conhecem apenas as lutas e os sofrimentos impostos
pelas circunstâncias.

Uma dessas grandes vidas é a da polonesa Maria Sklodowska. Nascida
1867, em Varsóvia.

No mês de abril de 1995, as suas cinzas foram transladadas ao Panteão,
em Paris. Junto, também as do seu marido, Pierre Curie.

No Panteão francês se encontram ilustres personalidades como Vítor
Choelcher, iniciador da abolição da escravatura nas colônias
francesas, em 1848.

Também Jean Moulin, líder da Resistência Francesa aos nazistas, que
morreu sob tortura.

O Presidente François Mitterrand  falou do significado do evento.

É a primeira vez que uma mulher repousa no santuário republicano,
através do qual a França honra seus grandes homens.

Assim se expressa a gratidão da França aos dois principais sábios da
época moderna e se concede às mulheres o lugar que ocupam em nossa
sociedade. Foram as palavras do Presidente francês.

Os nomes de Pierre e Marie Curie estão associados para sempre ao de
todos os fiéis e sábios do mundo que participaram da descoberta da
radioatividade e de todas suas aplicações, civis e militares.

O rádio é empregado em todos os tratamentos do câncer por quimioterapia.

Marie Curie chegou a Paris para continuar seus estudos na Universidade
da Sorbonne.

Casou com um francês, Pierre Curie, professor da Universidade. Nas
suas pesquisas, descobriu o polônio, nome que deu em homenagem à sua
terra natal.

Em 1902, ela conseguiu isolar um decigrama de rádio puro e medir o
peso atômico do novo elemento.

Foram anos de exaustivo trabalho. Ela passava por vezes o dia inteiro
mexendo em massa fervente, com uma barra de ferro quase do seu
tamanho.

Quando, em 1906, morreu seu marido, ela ocupou sua cátedra na Sorbonne.

Foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel. Em 1903, o Nobel de
Física, que dividiu com Henri Becquerel e seu marido, Pierre. Em 1911,
recebeu sozinha o Prêmio Nobel de Química.

Teve duas filhas. Uma delas, Irene, também foi Prêmio Nobel, em 1935.

Sua morte se deu a 6 de julho de 1934, uma sexta-feira.

A vida de Madame Curie demonstra muito bem como agem os Espíritos,
quando desejam auxiliar a Humanidade. Tomam um corpo de carne,
tornam-se homens ou mulheres e legam à Humanidade o produto da sua
dedicação pessoal.

Como dizia Thomas Edison: Um gênio é um por cento de inspiração e
noventa e nove por cento de transpiração.

Inquebrantável fibra é o que demonstrou Marie Curie. A sua vida foi
uma trajetória de formidáveis realizações.

Realizações capazes de deixar para o mundo o que há de mais belo, em
termos de exemplo de enfibratura moral, talento intelectual e uma
expressiva sensibilidade.

*   *   *

Muitas conquistas, que hoje nos parecem simples, exigiram anos e anos
de sacrifício e perseverança dos seus criadores e inventores.

Assim foi com Vital Brasil e a descoberta do soro antiofídico. Com
Giuseppe Marconi e o telégrafo sem fio. Com Thomas Edison e suas mil e
noventa e três invenções.

Vidas que são firmeza e fé e se apresentam como mensagens de trabalho
e perseverança.



Redação do Momento Espírita, com base no livro Grande
vidas, grandes obras, de Seleções Reader´s Digest; do cap. 22, do
livro Vida e mensagem, pelo Espírito
Francisco de Paula Vítor, psicografia de José Raul Teixeira, ed.
Fráter e pensamentos do
livro Areia e espuma, de Khalil Gibran, ed. Associação Cultural
Internacional Gibran.
Em 12.11.2012.




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