sexta-feira, 22 de março de 2013

A mão de Deus


Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de
estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.

Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia,
sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de
água límpida brotava.

Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo
instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao
chão.

Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete
de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma
gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse
ao chão a taça e se perdesse a água.

Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:

Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo
que eu beba, você perderá a vida.

Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a
colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.

No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.

Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar,
decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.

Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.

E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas
pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse
a nascente da fonte.

Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da
nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo,
com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era
insuportável.

Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de
que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida,
pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.

Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal,
seu amigo.

*   *   *

Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas
de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos
rebelamos.

Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos
sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como
seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos
irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.

De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente,
não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um
prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que
gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu
apoio.

Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está
acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de
Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?

Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu
conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns
preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente
mais adiante?

Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no
momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para
que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no
acidente que logo acontece.

Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas
mensagens que Deus lhe envia todas as horas.

E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em
seu favor, em todos os momentos, todos os dias.

Redação do Momento Espírita.
Em 03.02.2010.




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