sexta-feira, 2 de março de 2018

Domine seus apetites


Em uma de suas famosas Epístolas aos Coríntios, Paulo de Tarso afirmou que subjugava seu corpo, a fim de não se tornar um réprobo.

Essa lição é muito oportuna nos tempos atuais em que o corpo se converte na ocupação principal dos homens.

Não apenas exagerados cuidados com o corpo estão em voga, mas também uma ampla valorização de tudo o que é material.

Ninguém em sã consciência advogará o descuido com a saúde e a sobrevivência.

O corpo físico é o instrumento do Espírito e deve ser bem tratado.

Como todo homem necessita comer, vestir-se e abrigar-se, é natural e louvável que com isso se ocupe.

Condenável é antes se tornar em um fardo para os semelhantes e viver de caridade, quando pode trabalhar.

Ademais, os cuidados materiais têm o condão de desenvolver e abrilhantar a inteligência.

O mercado de trabalho apresenta constantes desafios, que testam o talento, a disciplina e a criatividade dos profissionais.

É bom e justo que um homem se dedique com disposição e vigor a providenciar boas condições de vida para si e para os seus.

É excelente que cuide de seu corpo, mantendo-o em boas condições e mesmo bonito.

Contudo, há um limite que separa o cuidado da idolatria.

A finalidade da vida não consiste em angariar coisas ou em ser belo.

Os bens materiais são úteis, mas inevitavelmente perecerão.

Por mais formoso que seja um corpo, ele fatalmente fenecerá, com o passar dos anos.

Para alcançar o equilíbrio, convém refletir sobre as palavras de Paulo de Tarso.

O Apóstolo dos Gentios afirmou ser necessário subjugar o corpo, a fim de não cair em erro.

Subjugar o corpo não significa impor-lhe flagelos e sevícias.

Significa apenas mantê-lo em seu lugar, como simples instrumento de trabalho, e não como senhor.

O mesmo pode ser afirmado de todos os recursos materiais, que, embora valiosos, são apenas meios de atuação do Espírito.

O Espírito deve governar a matéria, ao invés de ser por ela governado.

Os prazeres materiais trazem encanto à vida terrena e nada têm de condenáveis.

Mas não constituem a razão do viver.

Os apetites materiais, porque não trazem plenitude ao Espírito, tendem a sempre crescer de intensidade.

Quem se dedica a saciá-los sempre avança um pouco mais no terreno das sensações.

Entretanto, a decepção que aguarda o hedonista é coisa certa, quando de seu retorno à pátria espiritual.

Todo Espírito renasce para conquistar a redenção.

Aporta no plano terreno para amealhar virtudes e reparar antigos equívocos.

Deve utilizar os recursos que lhe vêm às mãos para auxiliar o progresso.

Ao se entregar a todos os desfrutes, age com insensatez.

Sua conduta é comparável à de um faminto que, em vez de pão, comprasse perfume.

A fome de paz e redenção impulsiona o projeto reencarnatório.

O desperdício dessa santa oportunidade faz o Espírito voltar desolado e arrependido ao seu ambiente de origem.

Conscientize-se dessa verdade e domine seus apetites materiais.

Desenvolva disciplina e torne-se o senhor de sua vida e de sua vontade.

Com esse agir, evitará cruéis decepções, quando de seu retorno à pátria espiritual.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita




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