quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Derradeiro dia


São vários os poetas, músicos, pensadores a indagar, em suas obras, o que faríamos se hoje fosse nosso último dia de vida.
Refletem sobre a importância da vida, analisam como valorizamos coisas desnecessárias, como nos iludimos com aquilo que, efetivamente, não nos faz felizes.
Naturalmente, se hoje fosse o último dia de nossa vida, ou se pudéssemos prever nosso derradeiro dia, na existência física, as reflexões seriam bem diferentes para cada um de nós.
Na incerteza de quanto tempo ainda teremos, não nos preocupamos se agimos certo, se valorizamos o que verdadeiramente merece.
Porém, se é incerto o dia que partiremos, temos a certeza de que todos iremos morrer.
Por isso, talvez o melhor seja não nos perguntarmos o que faríamos, se hoje fosse o último dia.
Talvez fosse melhor nos indagarmos como temos nos preparado para quando esse dia chegar.
Isso porque, ao concluir nossa jornada na Terra, ao terminar esta experiência física, a vida continuará.
Todos voltaremos para casa, ao mundo espiritual, de onde viemos quando aqui nascemos.
Conscientes disso, a pergunta mais oportuna a nos fazermos é: Quais os valores que estamos conquistando e que constituirão nossa bagagem ao partir?
Será que retornaremos ao mundo espiritual carregados de débitos morais?
Somos dos que caminhamos na vida prejudicando, traindo, gerando inimizades e dificultando a vida alheia?
Seremos os que usurpam, roubam, corrompem, abortam ideais, desviam vidas?
Oxalá sejamos daqueles que têm juntado em sua intimidade valores nobres e tesouros morais.
Aqueles que atendemos com retidão de caráter os compromissos familiares, a educação dos filhos, que atuamos como profissionais responsáveis e dedicados, que somos cidadãos cumpridores dos próprios deveres.
Mais do que isso: que sejamos aqueles que empregamos nosso tempo também para o bem ao próximo, para a vivência da solidariedade, agindo de maneira positiva na comunidade.
Assim, melhor do que pensarmos o que faríamos se hoje fosse nosso último dia, é analisar o que temos feito, o que vimos juntando para a viagem de retorno ao nosso verdadeiro lar.
Nenhuma viagem de grande porte ocorre com sucesso sem haver programação e dedicação.
Nosso retorno ao mundo espiritual não deve ser diferente.
Colheremos alegrias ou grande constrangimento, conforme os dias que hoje vivemos.
Nenhuma premiação ou condenação divinas, nenhum destino definitivo. Apenas o encontro com a nossa própria consciência.
Sem a possibilidade de nos escondermos atrás das máscaras e subterfúgios que aqui utilizamos, iremos nos deparar, na continuidade da vida, com a realidade de nosso mundo íntimo.
Portanto, são nos dias do agora, através de nossas atitudes e valores, que construiremos a nossa felicidade futura, ou dias de dificuldade e dor, quando do nosso regresso à Casa do Pai.
Pensemos nisso, hoje, enquanto é tempo.
Redação do Momento Espírita.
Em 15.4.2016.




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