terça-feira, 4 de julho de 2017

Coragem e ousadia


Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.
Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.
Olhou, então, para Deus e protestou:
Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como este! Como faço agora?
Deus então lhe respondeu: Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele.
Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele. A umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano.
Aí você se transformará em mar, realizando seu grande objetivo, seu grande sonho!
*   *   *
Assim é a vida, diz-nos esta singela passagem.
Na maioria das vezes, quando as pessoas ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a rapidez e a força.
É preciso entrar para valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para os descobrir. Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada.
O mais importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.
É certo que não precisamos procurar o sofrimento, mas se ele fizer parte da conquista, vamos enfrentá-lo e superá-lo.
Arrisquemos. Ousemos. Avancemos.
A vida é uma aventura gratificante para quem tem coragem.
Coragem de tentar ser melhor do que já se é.
Coragem de se aproximar das pessoas, abrir seu coração, e lhes pedir perdão.
Coragem de parecer covarde aos olhos do mundo, quando oferecermos a face do amor a quem nos oferecer a face da violência.
Coragem de assumir nossos erros perante os outros, dominando, enfim, o ego orgulhoso.
Coragem para declarar-se crente em Deus, adepto de uma filosofia, de uma religião discriminada por muitos.
Coragem de mostrar nossos sentimentos nobres, sem ter receio de parecer tolo. Coragem de dizer Eu te amo.
*   *   *
Somos riachos perenes que aguardam o momento de encontrar o mar sublime.
Cada passo que damos, cada obstáculo contornado, cada vitória conquistada, mostra-nos que estamos a cada dia mais perto de descobri-lo.
Há muito pela frente ainda, é certo, mas na medida em que avançamos, verificamos que tudo se torna cada vez mais fácil e mais possível de ser alcançado.
E nunca esqueçamos de que, nesta jornada, não estamos sozinhos. A pátria espiritual – nosso verdadeiro lar – através das preces de amigos queridos, envia-nos chuvas de tempos em tempos, que preenchem nossas águas, dando volume e força para continuar, sempre.

Redação do Momento Espírita, com base
em texto de autoria ignorada.
Em 9.1.2014.




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