segunda-feira, 22 de maio de 2017

Consciência ecológica


Uma cascata fluindo branca, como uma cortina rendada; um céu repleto de estrelas, o cheiro da terra molhada após a primeira chuva, gotas que brilham em pétalas.
A natureza é um espetáculo para se contemplar em silêncio respeitoso, com o coração em prece.
Deus se mostra, majestoso, nas suas obras monumentais.
A arte, o belo, o refinamento, a exatidão. Tudo é visível na natureza.
Por isso, um dos maiores filósofos da Terra, grafou palavras que resumem, de forma completa, o que representa a natureza para o homem habituado a pensar em Deus.
É de Immanuel Kant esta bela frase: Duas coisas enchem minha alma de admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.
E diante desse espetáculo de formas, cores e perfumes, o que fazemos nós, os seres humanos?
Poluímos, matamos, utilizamos sem cuidado. Somente há poucos anos a Humanidade passou a observar que o nosso mundo está maltratado.
A palavra ecologia então entrou na moda, ganhou o mundo, tornou-se sinônimo de consciência ética. Mas muitos de nós ainda estão distantes do sentimento de reverência que a obra Divina deveria merecer de todos.
Florestas devastadas, rios transformados em canais pútridos, animais torturados e vendidos como mercadoria barata.
Isso nos mostra o quanto ainda estamos distanciados do ideal de amor e respeito que a obra de Deus merece.
A casa planetária – saqueada, poluída, agredida – geme sob o domínio humano. E os resultados começam a surgir, preocupantes: aquecimento global, doenças, morte de espécies.
Eis que o produto de nosso descaso se volta contra nós. Furacões, tsunamis, tufões.
Quando ocorrem as grandes tragédias, decorrentes de fenômenos naturais, o homem é a primeira vítima.
E mesmo assim, resiste em continuar cego para os sinais de que algo está profundamente errado na forma como nos relacionamos com a natureza.
Como reverter esse quadro? Como restaurar o equilíbrio?
A resposta está na palavra educação.
Essa arte de educar os caracteres é a chave para que as futuras gerações tenham uma visão mais larga sobre o papel do ser humano, como agente causador da destruição do planeta em que vivemos.
Aos homens do futuro – que hoje são crianças e adolescentes – nos cabe oferecer uma consciência mais apurada e uma noção mais plena sobre preservação do meio ambiente.
Mas... Como fazer isso?
Educando-os desde hoje. Uma educação que vai além da escola formal. A educação do Espírito, que consiste em implantar novos conceitos ético-morais no indivíduo.
a educação do Espírito é completa. Não apenas o informa sobre as regras de gramática e as normas da geometria.
Fala ao homem sobre seu papel no mundo. Educa-o para a convivência fraternal com todos os seres – humanos, animais e vegetais.
E prepara-o para cuidar do lugar em que vive.
No dia a dia, essa educação se mostra no combate aos desperdícios de toda espécie, na economia dos recursos naturais, no respeito integral a toda forma de vida.
Um exemplo dessa consciência superior pode ser encontrado em Francisco de Assis, que amava a obra Divina a tal ponto que chamava de irmãos ao sol, à lua, ao vento, à água e às estrelas.
Quem de nós poderia traduzir melhor o amor do que abraçando a natureza com palavras de amor?
Redação do Momento Espírita.
Em 31.5.2014.




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