sexta-feira, 31 de março de 2017

Compaixão solidária


Sala do terceiro ano do ensino fundamental. Antigo primário.

Um garoto de nove anos está sentado na sua carteira. De repente, uma poça se faz entre seus pés. Ele sente as calças molhadas.

Como foi acontecer isso? – ele se pergunta, aterrorizado. Pensa que seu coração vai parar de bater a qualquer minuto.

Nunca aquilo lhe havia acontecido antes. Sabe que, quando os meninos descobrirem, não o deixarão mais em paz.

E quando as meninas descobrirem, então! Será o fim do mundo.

Nunca mais elas falarão com ele.

Ele abaixa a cabeça e ora: Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto.

Levanta os olhos. A professora vem em sua direção.

Fui descoberto! – é o que ele pensa. E se encolhe.

Nesse exato momento, enquanto a professora anda até ele, uma coleguinha, a Susie, carrega um aquário cheio de água.

Susie tropeça na frente da professora e, inexplicavelmente, despeja toda a água no colo do menino.

Ele se assusta, se ergue e fica olhando para si mesmo. Encharcado. Literalmente encharcado da cintura para baixo.

Por dentro, ele diz: Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!

De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é alvo de compaixão.

A professora desce apressadamente com ele e lhe consegue um shorts de ginástica para vestir, enquanto as suas calças secam.

Todas as demais crianças limpam a sua carteira, o chão.

A própria Susie tenta ajudar, mas é rechaçada.

Você já fez demais, sua desastrada! – dizem os colegas.

Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussura:

Você fez aquilo de propósito, não foi?

Ela se vira para ele e sussurra: Eu também molhei minha calça uma vez.

Pode parecer uma simples história de crianças. Mas nos remete a reflexões.

Quantas vezes, em nossas vidas, já padecemos humilhação? Quantas vezes já nos encontramos em situações vexatórias?

E o que sentimos, o que passamos, serviu-nos para quê?

Recordamos dessas experiências desagradáveis, sofridas, quando vemos outras criaturas em situações semelhantes?

A experiência das dores deve nos servir para que possamos avaliar o que outros sentem. E auxiliá-los.

Isso se chama empatia.

Estabelecer ações, acionar providências para auxiliar o outro se chama compaixão. Solidariedade. Amor ao próximo.

O nome pouco importa. Importa a virtude que se estará ensaiando.

E o mundo melhor que se estará construindo. Pense nisso.
* * *
Todos possuímos males que nos maceram interiormente.

O que não nos impede de contribuir para o bem de outros.

Assim, distendamos o lenço do conforto, enxugando lágrimas.

Ofertemos a moeda da esperança ao desafortunado.

Ofereçamos o ombro amigo, o regaço acolhedor, a mão fraterna.

Para isso, não apontemos dificuldades, nem pensemos demasiadamente em nós próprios.

Saiamos ao encontro do outro. Socorramos.

Descubramos a felicidade de exercitar compaixão, solidariedade. Amor ao próximo.
Redação do Momento Espírita, com base 
em história de autor desconhecido.




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