terça-feira, 28 de julho de 2015

Violetas-dos-Alpes


Nos dias que transcorrem, a Organização Mundial de Saúde afirma que a grande pandemia é a depressão.
É de nos perguntarmos por que, num mundo onde a tecnologia melhorou o nosso conforto e ampliou a possibilidade de comunicação, isso ocorre.
Temos as casas iluminadas pela luz elétrica, os ambientes aquecidos nos dias invernosos e refrigerados para os dias de calor intenso.
Rádio, televisão, internet, celulares, tudo nos informa do que ocorre, em qualquer lugar do mundo, em tempo real.
Vencemos grandes distâncias em modernas aeronaves, em poucas horas. Atravessamos oceanos, mares, fronteiras.
A indústria farmacêutica desenvolveu medicamentos para nos diminuir a dor e curar muitos males.
Por que somos, então, tão depressivos? O que nos falta para sermos felizes, para vivermos a felicidade?
Conta-se que rica dama da sociedade entrou em profundo estado de depressão. Apreensivos, os familiares procuraram o psiquiatra mais famoso, a fim de que a fosse tratar.
Ele chegou na casa e a viu largada sobre o leito. Pediu licença para conhecer toda a casa.
Observou que as paredes eram pintadas com tons escuros, cinza. Sobre a mesa da sala, amontoavam-se cartas, telegramas, cartões, ainda fechados.
Do lado de fora, ele encontrou um jardim de inverno e, em múltiplos vasos, havia plantas muito belas, com flores elegantes.
Ele as identificou: eram Violetas-dos-Alpes. Muitas.
Retornou ao quarto da sua paciente e começou a conversar.
Ela lhe confessou que as cores escuras da casa traduziam o estado da sua própria alma. Ela estava triste. Tudo devia mostrar tristeza.
Quando ele mencionou as Violetas-dos-Alpes e as elogiou, ela disse que vivia somente por causa delas. Eram sua única razão de viver.
Todos os dias, ela levantava da cama, cuidava daquelas flores e depois voltava para o leito, abraçando a sua depressão.
Ele propôs um tratamento especial. Nada de remédios. Mas, a partir daquele dia, a fez prometer que abriria os convites que recebesse e, mesmo não indo a nenhum aniversário, casamento ou formatura, mandasse um vaso com Violetas-dos-Alpes.
Para a família, recomendou que instruísse amigos e parentes a ela enviarem muitos convites, de toda e qualquer cerimônia.
Ela cumpriu a promessa e para cada convite que chegava, mandava um vaso com suas violetas. Depois de algum tempo, os vasos acabaram.
Ela precisou ir à floricultura comprar mais vasos, mudas. Encontrara um objetivo para sua vida.
Quando morreu, dez anos depois, o jornal da cidade estampou a notícia: Morreu a dama das violetas. Deixou uma linda herança da sua vida.
Em todas as casas de nossa cidade, há um vaso de violetas.
*   *   *
Quando nos dispusermos a fazer alguma coisa pelas pessoas, pelo mundo, por alguém, encontraremos um alto objetivo para nossas vidas.
E descobriremos a alegria de produzir beleza, de produzir felicidade. Nesse dia, baniremos a depressão e principiaremos a viver na Nova Era, a era da felicidade, da alegria.
Talvez seja importante nos indagarmos: Para quem vou mandar, hoje, um vaso de violetas?

Redação do Momento Espírita, com narração
de fato relatado por Divaldo Pereira Franco, no
seminário 
Amanhecer da nova Era, desenvolvido em
Bonn, Alemanha, no dia 11 de maio de 2013.
Em 18.2.2014.




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