quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tragédia do ressentimento


As pressões psicológicas, emocionais, sociais, econômicas, entre outras, desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha grande parte da sociedade.
Desses distúrbios surgem o medo, a ansiedade, a amargura.
E esse estado desarmoniza o sistema nervoso dos seres humanos conduzindo-os a neuroses profundas, que se manifestam em forma de enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.
Todavia, há pessoas mais sensíveis que não conseguem suportar e superar essas pressões e guardam ressentimentos.
E esses ressentimentos as infelicitam e as predispõem a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles a quem transforma em inimigos reais ou imaginários.
Algumas intoxicam-se de mágoas e se isolam.
Outras, inconscientemente, tornam-se vítimas de insucessos afetivos, financeiros e sociais.
Diversas fracassam na autoestima, desvalorizando-se e fazendo o jogo da autodestruição.
Dessa maneira, o ressentimento é responsável por muitas das tragédias do cotidiano.
O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega. Enquanto vibra na emoção, desarmoniza os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.
Assim, nunca vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento.
Nem sempre ele se manifesta com expressões definidas. Às vezes se disfarça nas fixações mentais e passa despercebido.
Há pessoas ressentidas que não se dão conta.
Um autoexame enérgico nos auxilia a identificá-lo na intimidade da alma.
Logo depois, prosseguindo na busca e análise, descobriremos as suas raízes, quando ele teve início e porque se instalou em nosso ser, passando a perturbar-nos.
Verificaremos, surpresos, que somos responsáveis por lhe dar guarida e permitir a vitalização desse corrosivo que acaba nos consumindo.
Não nos espantemos se constatar que, desde a infância, acalentamos no coração o ressentimento contra indivíduos que nos foram cruéis, sejam eles familiares ou amigos.
Pessoas que talvez nem se deram conta da dimensão do que nos fizeram sofrer.
O nosso primeiro passo deve ser o de compreender e perdoar, afastando da alma esses sentimentos de mágoa que somente nos infelicitam.
*   *   *
Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertaremos de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-nos em relação às outras pessoas, que antipatizávamos ou das quais nos mantínhamos em guarda.
Ademais, o mal que nos façam somente nos perturbará se permitirmos, acolhendo-o. Em caso contrário, voltará à sua origem.
Vivamos, pois, sem mágoas.
Depuremo-nos.
Ressentimento, nunca.

Redação do Momento Espírita, com
base no cap. 11, do livro 
Momentos de saúde, pelo Espírito Joanna
de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em  27.8.2012.




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