segunda-feira, 16 de março de 2015

Um taxista especial


Os noticiários da televisão, vez que outra, mostram fatos que nos emocionam, pela grandeza de seus personagens.
Foi o que aconteceu com um indiano muito especial, chamado Sharma.
Cidadão da Índia, homem simples e sem recursos financeiros, percebendo as crianças de seu país crescendo sem as mínimas possibilidades de frequentar uma escola, resolveu fazer alguma coisa concreta para ajudá-las.
Mudou-se para os Estados Unidos e foi trabalhar como taxista em Nova Yorque.
O salário não era o bastante, mas não importava o tempo que levasse, ele estava disposto a ajudar seus irmãos indianos. Assim se propôs, assim fez.
Tudo o que ele conseguia guardar, eram dez dólares por dia. Seu cofre era um pequeno pote sem tampa, no qual sua esposa depositava diariamente a pequena importância.
Em pouco mais de dois anos ele conseguiu ajuntar cerca de sete mil dólares.
Com esse valor construiu uma escola em sua cidade natal para atender mais de duzentas crianças, principalmente meninas, que têm mais dificuldade de acesso à educação naquele país.
Mas, aquele indiano especial não parou por aí. Continuou trabalhando como taxista e enviando o salário dos seis professores que contratou para ensinar seus tutelados.
Diz ele que seu sonho está parcialmente realizado, pois deseja construir uma escola de ensino médio para dar continuidade à instrução dos seus concidadãos.
Não temos dúvidas de que ele conseguirá, pois já provou que tem disposição e coragem de arregaçar as mangas e fazer algo de útil em benefício dos pequeninos pobres da Índia.
Ele é apenas um homem. Um cidadão comum, que paga seus impostos ao governo e que poderia simplesmente ter cruzado os braços como muitos de nós, esperando que alguém tomasse providências, mas preferiu fazer a sua parte.
Possibilitando a educação aos futuros homens e mulheres de seu país, certamente modificará, em pouco tempo, aquela realidade.
Apenas um cidadão...
Apenas um pai de família, sem maiores recursos financeiros...
Mas, seguramente, um homem com coragem bastante para tomar uma atitude grandiosa como essa e modificar uma situação.
E você? Tem tido coragem de fazer algo para melhorar o seu lar, a sua rua, o seu bairro, a sua cidade?
Ou você é daqueles que fica reclamando de tudo e de todos, esperando sempre que alguém tome providências?
Vejamos que quem quer fazer alguma coisa, faz. Não espera pelos outros.
No Brasil também temos inúmeros exemplos de atitudes nobres, que modificam as situações mais difíceis. São em grande número as organizações não governamentais sérias, compostas por cidadãos dispostos a fazer a sua parte. E têm logrado êxito.
Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.
E não precisa começar um trabalho pioneiro sozinho. Basta unir-se a outros voluntários que já arregaçaram as mangas e estão fazendo a sua parte há muito tempo.
*   *   *
A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a educação, por ser a única de natureza preventiva; não remedeia os males sociais; evita-os.

Redação do Momento Espírita, a partir de notícia do Jornal Nacional, 
da Rede Globo, do dia 26.11.1999 e em pensamentos do 
livro O mestre na educação, de Vinícius, ed. Feb.
Em 10.09.2010.




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