segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um simples gesto


Um dia, Mark estava voltando da escola para casa quando notou que o rapaz à sua frente havia tropeçado e derrubado todos os livros e outros objetos que carregava.
Mark se ajoelhou e ajudou o rapaz a juntar seus pertences espalhados.
Porque estavam indo para o mesmo lado, ajudou-o a carregar parte das coisas.
No caminho, Mark descobriu que o nome do rapaz era Bill. Descobriu ainda que ele gostava muito de vídeo-game, beisebol e história; que estava com problemas quanto às outras matérias e tinha acabado de romper com a namorada.
Chegaram à casa de Bill e Mark entrou. Tomaram refrigerante e conversaram muito. A tarde passou rápida e agradavelmente.
Fizeram amizade e continuaram a se ver na escola. Vez que outra almoçavam juntos.
Ambos concluíram o colegial e foram para a mesma universidade.
Finalmente chegou o último ano e, três semanas antes da formatura, Bill disse a Mark que desejava conversar.
Começou falando daquele dia, anos atrás, quando eles se encontraram pela primeira vez.
Você já pensou porque eu carregava tanta coisa naquele dia? Perguntou Bill.
Sabe, eu tinha limpado meu armário, na escola, porque não queria deixar uma bagunça para ninguém.
Tinha me abastecido com pílulas para dormir, o suficiente para matar-me. Estava indo para casa suicidar-me, não suportava mais tantos desgostos.
Como passamos algum tempo juntos, conversando e rindo, eu conclui que se tivesse me matado teria perdido aquele momento, e muitos outros que poderiam vir.
Como você pode perceber Mark, quando ajuntou meus livros, naquele dia, fez muito mais. Você salvou a minha vida.
*   *   *
Um simples gesto...e uma vida foi poupada.
Nesses dias em que todos corremos e muitos corremos para lugar nenhum, não temos tido tempo para um simples gesto de solidariedade.
Quantas pessoas caminham e, na cadência dos passos marcados pelo desespero, aproximam-se do abismo e arrojam-se no precipício, sem hesitar.
Quantas oportunidades temos perdido em nome da pressa, que cada vez mais nos escraviza!
Oportunidade de evitar um suicídio, com apenas alguns minutos de atenção e carinho...
Oportunidade de espancar a tristeza impressa no rosto de alguém...
Oportunidade de iluminar a estrada daquele que caminha na escuridão, com algumas palavras ditas com afeto...
Não há pessoa, na face da Terra, que não possa servir... Qualquer um pode ser útil, basta apenas vontade e disposição.
*   *   *
Quando alguém acende uma lâmpada, é o primeiro a se beneficiar com a sua luz.
Cultivemos o hábito de olhar à nossa volta com olhos de ver, ouvidos de ouvir, e coração pleno de ternura, capaz de movimentar nossas mãos na direção do sofrimento alheio, para socorrer quem padece mais que nós.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita com base em história do livro 
Chiken soup for soul: 101 stories to open the heart and 
rekindle the spirit, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen
 e Barbara Bergmann.
Em 15.03.2010.




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