terça-feira, 1 de julho de 2014

O que Deus espera de mim


Todas as vezes que vemos alguém celebrar sua formatura em um curso universitário, sabemos que ali está a conclusão de uma etapa de sua vida.
E comemora-se porque é o resultado de muito esforço, dedicação, estudo, renúncia em prol de um objetivo nobre.
Quando ouvimos a apresentação de um grande músico, virtuose em seu instrumento,  percebemos a síntese de anos de dedicação, ensaios, estudos. Tudo para desenvolver sua técnica e sensibilidade musical.
Quando admiramos a apresentação de um bailarino pela sua técnica irrepreensível, ou quando nos entusiasmamos com um atleta pela sua habilidade incomparável, vemos o resultado de quem usou o tempo para se dedicar à arte, ao esporte.
Assim também se dá nos mais variados campos do conhecimento humano. Seja o atleta ou bailarino, o professor ou o arquiteto, sempre alcançam seus objetivos e concluem sua formação, graças ao esforço e renúncia.
Para uns, serão horas infindáveis sobre os livros. Para outros, serão longos momentos de ensaio ou treinamentos a lhes exigir tempo e perseverança.
*   *   *
Em nossa vida interior não é diferente. Nenhum de nós terá dons ou virtudes gratuitas ou ofertadas como presentes injustificáveis da Bondade Divina.
O que Deus nos oferece é a oportunidade de desenvolver dons e virtudes que ainda adormecem em nossa alma, esperando o esforço de cada um de nós.
A vida é, pois, a oportunidade de desenvolver virtudes morais e dons intelectuais.
Por isso mesmo, ela nos oferece embates, dores, dificuldades e desafios. Serão sempre as oportunidades de aprendizado e progresso.
Pensemos em quantos de nós, após um processo doloroso e difícil em determinado momento da vida, saímos dele mais fortalecidos e amadurecidos. É o aprendizado que se concretizou.
A vida não é só feita dos aprendizados intelectuais ou físicos. Também é de conquistas morais.
O nosso progresso se dará no desenvolvermos mente e coração, um sintetizando as conquistas intelectuais, enquanto o outro, as de ordem moral.
A lição da humildade nos chegará quando aprendermos a nos calar. A paciência se desenvolverá quando aprendermos a esperar. E o perdão ganhará espaço em nós quando aprendermos a compreender.
Assim são as lições do coração. Enquanto o desenvolvimento intelectual se dá através dos livros, nas escolas, no estudo, nosso desenvolvimento moral se dá nos embates da vida.
Por tudo isso Deus escolheu, com esmerado cuidado, a melhor família para nosso aprendizado, a melhor cidade para nosso progresso e as melhores condições de vida para as lições que precisamos.
E Ele apenas espera que possamos, cada um de nós, bem aproveitarmos essas oportunidades que a vida nos oferece.
Tomemos cuidado para que não sejam lições perdidas, como o estudante que frequenta a escola sem estudar e, ao final do ano, terá o resultado infeliz da reprovação, cabendo tudo começar novamente.
Sejamos bons alunos na escola da vida para que, ao final desta existência, possamos ter a mente e coração enriquecidos de experiências bem sucedidas. Que nossa bagagem intelectual e moral seja muito maior do que quando adentramos os portais da nossa atual vida física.
Pensemos nisso. Trabalhemos para isso.

Redação do Momento Espírita.
Em 2.2.2013.




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