quarta-feira, 7 de maio de 2014

Procura-se um amigo


No mural de avisos da empresa, alguém colocou um papel digitado em letras grandes, que dizia: Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração. Precisa saber falar e saber calar no momento certo. Sobretudo, saber ouvir.
Deve gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas.
Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.
Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.
Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo. Se for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa.
Precisa ter qualidades humanas. Sua principal meta deve ser a de ser amigo. Deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.
Que goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver. Que goste dos mesmos gostos. Que se emocione quando chamado de amigo. Que saiba conversar sobre coisas simples e de recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos sonhos, das realizações e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d'água, de beira de estrada, do cheiro da chuva e de se deitar no capim orvalhado.
Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para não se chorar, para não se viver debruçado no passado.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo que creia em nós.
Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.
*   *   *
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade. O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
Contudo, não se pode viver sem amigos. Eles são a aragem branda no deserto das dificuldades.
São eles que nos oferecem o coração que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.
Sustentam-nos na fraqueza e nos libertam nos momentos de dor.
Quando a discórdia nos atinge, são eles que estendem os recursos da amizade leal, confortando-nos a alma.
Discretos, os amigos se apagam para que brilhem aqueles a quem se afeiçoam.
*   *   *
A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
É suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção.
Portadora de paz e alegria, a amizade é presença fundamental nos amores de profundidade.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, os laços da união não se rompem se existe amizade.
E, quando os impulsos sexuais do amor passam, a amizade fica, porque as suas raízes se encontram firmadas no afeto seguro, nas terras da alma.

Redação do Momento Espírita com base no cap.Procura-se um amigo, do livro Momentos de luz, organizado
por Hiran Rocha, v. 1, ed. Kuarup e no cap. 9, do livro
Momentos de esperança, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 26.11.2012.




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