segunda-feira, 1 de abril de 2013

O mapa do tesouro


Narra-se que, nos tempos apostólicos, Paulo, o apóstolo dos gentios e
seu companheiro Barnabé costumavam fazer longas viagens juntos.

Um dia, a noite os surpreendeu a caminho e eles resolveram se acolher
em uma gruta.

A temperatura estava bastante fria e eles não tinham sequer agasalhos
suficientes. Também sentiam fome, porque há muito não tinham mais
provisões.

Animados, contudo, pela fé que os movia, a enfrentar grandes
distâncias para levar a mensagem de Jesus, sentaram-se lado a lado e
começaram a conversar.

Falaram das suas experiências, de como as suas vidas haviam tomado um
rumo totalmente diferente desde que haviam conhecido a mensagem de
Jesus.

Inflamados pelo ideal cristão, discorreram sobre o grande tesouro que
possuíam e que deveria ser preservado a qualquer custo.

Animados com a conversa, não perceberam que malfeitores, igualmente
buscando abrigo na noite fria, os observavam na entrada da gruta,
atentos às suas falas.

Em determinado momento, empunhando armas, acercaram-se dos dois
servidores de Jesus e exigiram, com rispidez, que eles entregassem o
tesouro que traziam.

Por terem aprendido com Jesus que não se deve reagir ao mal, os dois
apóstolos se olharam um pouco assustados, a princípio.

Mas, em seguida, colocando a mão por dentro das dobras do manto, Paulo
retirou um pergaminho muito bem guardado e entregou ao que parecia ser
o chefe do bando.

Pensando que aqueles papéis poderiam ser transformados em moedas, logo
adiante, o chefe deu ordem a que seu bando se retirasse.

Paulo e Barnabé, assim que os salteadores se foram, abraçaram-se,
agradecendo a Deus pela proteção Divina, que lhes resguardou as vidas.

E o comentário final do apóstolo Paulo foi:

Espero que eles façam bom uso do pergaminho. Era o nosso maior tesouro.

Paulo se referia às primeiras anotações de Levi, que mais tarde
tomaria o nome de Mateus e divulgaria suas notas como o Evangelho, a
Boa Nova.

Eram preciosas, pois era o único documento que aqueles idealistas
possuíam com alguns ditos e feitos do Senhor Jesus.

Liam com profundo respeito as notas e estudavam com carinho e atenção
cada ensinamento ali contido, buscando memorizá-los para suas
pregações futuras.

Os ladrões roubaram um grande tesouro. Não lhes representaria ouro,
prata ou jóias, com certeza. Mas era o mapa do grande tesouro que
conduz o ser ao Reino dos Céus.

*   *   *

O evangelista Mateus lançou seu Evangelho ao mundo no ano 42 ou 48, em
língua hebraica.

Até então, o que havia eram anotações que ele fizera e que eram
copiadas e recopiadas, com extremo cuidado, pelos primeiros seguidores
de Jesus.

Nos tempos do Cristianismo nascente, as pessoas procuravam ouvir com
grande interesse aqueles que haviam convivido com Jesus.

Eles eram o arquivo vivo das memórias, das recordações.

Foi assim, entrevistando os que haviam estado com Jesus que Lucas, o
quarto evangelista, escreveu o seu Evangelho.

Redação do Momento Espírita
Em 10.06.2009.




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