segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mágoa sem razão


Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e seu
comportamento eram uma decepção para seus pais que, como a maioria,
sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.

Um belo dia, o pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar seu
comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir entrar para a
Faculdade de Medicina, lhe darei um carro de presente.

Por causa do carro, o rapaz mudou totalmente de atitude. Passou a
estudar como nunca e a se comportar muito bem.

O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação: sabia que a mudança do
rapaz não  era fruto de uma  conversão  sincera, mas  apenas  pelo
interesse   em  obter o automóvel, e isso era ruim!

Assim, o grande dia chegou. Fora aprovado para o Curso de Medicina.
Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma
festa de comemoração.

O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel.

Mas, quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo
filho e lhe passou as mãos uma caixa de presente.

Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o
pacote. Mas, para sua surpresa era uma Bíblia.

Visivelmente decepcionado, nada disse. E, a partir daquele dia, o
silêncio e a distância separaram pai e filho.

O jovem se sentia traído e agora lutava para ser independente. Deixou
a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente
mandava notícias para a família.

O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital
e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para
reatar os laços afetivos foram em vão.

Os anos rolaram até que um dia o velho, muito triste com a situação,
adoeceu, não resistiu e morreu.

No enterro, a mãe entregou ao filho indiferente, a Bíblia que tinha
sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás.

De volta a sua casa o rapaz, que nunca perdoara o pai, ao colocar o
livro numa estante notou que entre as suas páginas havia um envelope.

Abriu-o e encontrou uma carta. Dentro dela, um cheque. A carta dizia:

Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e
aqui está o cheque para que você escolha aquele carro que mais lhe
agradar.

No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: a Bíblia,
pois nela aprenderá o amor de Deus pelas Suas criaturas e a fazer o
bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de
consciência.

Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto...

*   *   *

O perdão incondicional é uma das mais sublimes virtudes que os seres
podem almejar.

Quem perdoa sempre, não corre o risco de se arrepender mais tarde por
ter alimentado tanto tempo uma mágoa sem razão.

Por isso é que devemos ter sempre em mente a recomendação do Mestre
Jesus: Perdoar setenta vezes sete, isto é, perdoar sempre.

Pense nisso!



Redação do Momento Espírita com base
em mensagem recebida pela Internet.
Em 20.08.2010.




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