quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A maior dor


Qual é a maior dor?

Você já pensou nisso?

Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer
suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo.

Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado.

É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. É
ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é
o resultado da nossa negligência.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um
cumprimento após uma grande conquista.

É não ter um amigo telefonando só para dizer Olá. É ver a indiferença
num rosto quando abrimos nosso coração.

O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre
muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos
ajudar a reerguer o nosso ânimo.

É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas
tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve
quando alguém nos dá atenção.

*   *   *

É bem possível que esse jovem tenha tido seus motivos para escrever o
que escreveu. Todavia, em nenhum momento deve ter pensado naqueles que
o rodeavam.

Se pudesse sentir a dor de um coração de mãe dilacerado ante o corpo
sem vida do filho amado...

Se pudesse experimentar o sofrimento de um pai que tenta, em vão,
saber do filho morto o que o levou a tamanho desatino...

Se sentisse o desespero de um irmão que busca resposta nos lábios
imóveis do ser que lhe compartilhou a infância...

Se pudesse suportar, ainda que por instantes, a dor de um amigo
sincero a contemplar seus lábios emudecidos no caixão, certamente
mudaria seu conceito sobre a maior dor.

*   *   *

Se você pensa que está passando pela maior dor que alguém pode
experimentar, considere o seguinte:

Uma mãe que chora sobre o corpo do filho querido que foi alvo das
bombas assassinas, em nome das guerras frias e cruéis.

Uma criança debruçada sobre o corpo inerte da mãe atingida por
granadas mortíferas.

Um órfão de guerra que é obrigado a empunhar as mesmas armas que
aniquilaram seus pais...

Um pai de família que assiste o assassinato dos seus, de mãos amarradas.

Enfim, pense um pouco nessas outras dores...

Pense um pouco nos tantos corações que sofrem dores mais amargas que as suas.

E se ainda assim você estiver certo de que a sua dor é maior,
lembre-se daquela mãe que um dia assistiu a crucificação do Filho
inocente, sem poder fazer nada.

Lembre-se também Daquele que suportou a cruz do martírio mas não
perdeu a confiança no Pai, que tudo sabe.

E se ainda assim você achar que é o maior dos sofredores, considere
que talvez o egoísmo esteja prejudicando a sua visão.

*   *   *

Pense nisso!

Descobrir qual é a maior dor, é muito difícil.

Mas a maior decepção é fácil de deduzir.

É a daqueles que se suicidam pensando que extinguirão a vida e com ela
todos os problemas.

Esses saem do corpo, mas, indubitavelmente, não saem da vida e, muito
menos, acabam com os problemas.

Portando, por mais difícil que esteja a situação, nunca vale a pena
buscar essa porta falsa, chamada suicídio.

É importante lembrar sempre: por mais escura e longa que seja a noite,
o sol sempre volta a brilhar.

E por mais que pensemos estar na solidão, temos sempre conosco um
amigo fiel e dedicado que jamais nos abandona: o meigo Rabi da
Galiléia.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em
mensagem volante sem menção ao autor.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 6, ed. Fep.
Em 29.09.2009.




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