quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A lição da corrupção



Você já ouviu, com certeza, falar a respeito de corrupção. Aliás, já nos habituamos a aliar a figura do político à corrupção.
Em nossa mente, corruptos são aqueles que apanham para si o que a outros pertence.
Os que se vendem em troca de favores. Os que abrem mão de seus valores pessoais para obter vantagens, igualmente pessoais.
Aqueles que abandonam os seus ideais para gozar dos prazeres que o dinheiro, o poder e a fama podem proporcionar.
O dicionário informa que corrupção é o ato de corromper, de adulterar, de alterar, subornar, estragar-se.
Se analisarmos os nossos atos, sinceramente, logo descobriremos que quase todos somos mais ou menos corruptos.
Isto porque a grande corrupção que apontamos nos poderosos é a somatória das pequenas corrupções que nos permitimos todos os dias. E, quase sempre, sem nos darmos conta.
Quando na nossa profissão, atendemos primeiramente a quem nos dá uma polpuda gorjeta, em detrimento de quem estava na vez, isto se chama corrupção.
Nesse caso estamos visando o nosso interesse em detrimento do que é correto.
Quando vamos ao banco com a sobrinha ainda bebê ao colo, somente para gozar do privilégio de não precisar ficar na fila, como todos os demais, isto se chama corrupção.
Quando fingimos não estar vendo que o deficiente, o idoso ou a gestante estão de pé, no ônibus lotado, estamos sendo corruptos.
Agindo assim estamos burlando uma lei estabelecida, que é a de respeitar o direito de quem está adentrado em anos, padece deficiência ou carrega os quilos a mais de um bebê no ventre.
Estamos indo contra todos os princípios da delicadeza e da mínima educação.
E qual é o momento exato em que abandonamos o respeito, o dever e abraçamos a corrupção?
Quase sempre o processo inicia no lar. Quando pedimos a nosso filho que realize uma pequena tarefa, que é seu dever, como participante da comunidade chamada família, e ele não a realiza, por preguiça ou comodismo.
Então, lhe prometemos que se ele der conta do trabalho que lhe solicitamos, ganhará uma gorjeta, um passeio, a bicicleta que tanto aguarda.
Inicia quando prometemos ao nosso filho que, se ele conseguir passar para outra série, ganhará uma viagem espetacular. A viagem dos seus sonhos.
Nada contra alegrar a vida do filho com a viagem, que também é cultura e lazer. Mas, nunca vincular o prêmio ao que se constitui dever. E dever que somente a ele mesmo e a mais ninguém edifica.
Porque quem estuda, abandona as trevas da ignorância. Quem estuda, vai além do simples viver. Quem estuda, se aprimora e o crescimento dá felicidade a quem o conquista.
Conquista que deve ser por seus próprios méritos, porque colar também é corrupção. Está enganando, ou pensa estar, a professores e ao próprio sistema escolar.
Como quem cola não aprende porque não exercita o raciocínio, a memória, a sua inteligência, também enganará aos cidadãos quando for exercer a sua profissão, pois não se encontra preparado para o que se propõe fazer, e cobra para isso.
Desta forma, antes de olhar para cima e à nossa frente e qualificar os que governam, os que administram os bens públicos, olhemos para nós mesmos, para nossas atitudes.
Pensemos em como estamos educando os nossos filhos e nos perguntemos: Hoje, só hoje, eu tomei atitude de corrupto?
Hoje, só hoje, passei a meu filho a mensagem positiva da honestidade, do dever ou a facilidade da corrupção?
Hoje, só hoje, busquemos ser cidadãos dignos, corretos e exemplares.
*   *   *
O cidadão do futuro se forma no presente. Um país de justiça e liberdade se constrói com lealdade, honradez, energia e trabalho.

Redação do Momento Espírita
Em 29.08.2011.





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