terça-feira, 6 de setembro de 2016

Chantagem emocional


O uso da chantagem emocional com os filhos é muito comum por parte de alguns pais.
Em vez de fazer uso da razão e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem.
Alguns dizem: "se você não for bonzinho, eu não gosto mais de você!"
Geralmente o filho cede, pois não quer perder o afeto dos pais.
Numa idade em que a criança ainda não tem condições de perceber que os pais estão blefando, fará de tudo para ser aceita.
Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: "sentir inveja é feio", "sentir ciúmes é vergonhoso", "ninguém gosta de quem guarda mágoa".
É certo que o filho irá dissimular os sentimentos, mas não aprenderá a lidar com esses vícios que o infelicitam tanto.
Afinal, quem não faria tudo para não abrir mão do amor de quem se ama?
Para merecer o amor de seus pais, o filho esconderá o que sente e agirá de forma traiçoeira, sempre que tiver ensejo.
Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajudá-lo a se libertar das imperfeições.
A criança deve ser orientada, educada, mas também envolvida em afeto, carinho, proteção, aconchego.
De forma alguma os pais devem condicionar seu amor.
O amor não deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espontâneo e independente do comportamento da criança.
Nosso filho deve saber que o que importa é a sua felicidade.
Devemos passar a ele a certeza de que nossa relação amorosa jamais estará em jogo.
Como pais podemos não concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e atenção.
Devemos deixar bem claro que não aprovamos suas ações inadequadas, mas que o amamos mesmo assim.
Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos.
Daremos a ele a lição da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saberá que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e não escondidas para agradar esta ou aquela pessoa.
Com isto ele também aprenderá a respeitar as limitações dos outros. Não evitará pessoas que pensam, sentem e agem de forma diversa da sua.
O seu bem-querer estará acima das diferenças de gostos, preferências, conhecimentos, pontos de vistas, etc.
E o que é mais importante: nosso filho sentirá que pode educar suas más tendências sob a proteção do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudará muito na sua auto-educação.
Isso mudará totalmente o rumo que a criança dará ao seu mundo.
Ela não precisará crescer para compreender que o que seus pais sempre desejaram era sua felicidade e que, por não saber muito como fazer isso, usavam a chantagem emocional como recurso.
Por todas essas razões, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos.
Ninguém duvida da boa intenção e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar é na melhor maneira de ajudá-los a se ajudarem.
Pense nisso!
Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que está sentindo.
Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas também enalteça suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas são mais importantes para sua felicidade.
Faça-o sentir que seu amor por ele é incondicional, e verá que tudo será mais fácil, tanto para seu filho como para você.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.




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