terça-feira, 11 de março de 2014

Peter Pan e a responsabilidade


O escocês J.M. Barrie criou, por volta do ano de 1902, o seu personagem Peter Pan, representando uma criança que não desejava crescer.
A temática envolvendo o jovem Pan está sobretudo na questão de evitar os desconfortos da vida adulta, as responsabilidades, os sofrimentos.
A chamada síndrome de Peter Pan tornou-se um termo psiquiátrico usado para descrever um adulto que receia os comprometimentos, e se recusa a agir conforme sua idade, a amadurecer.
Responsabilidade é uma palavra que dói, só de dizer, só de pensar, para muitos jovens nesses dias.
Tudo parece mais leve, mais fácil, quando nos abrigamos na terra do sonho, ou na terra do nunca, usando da localização criada pelo pai de Pan, Barrie.
Compromissos são pesados, exigem isso, exigem aquilo. Por isso, é melhor não tê-los - pensam muitos.
Amadurecimento parece sinônimo de tristeza, de prisão.
Não há nada de mal em querer manter viva a sua porção criança, sua alma juvenil e sonhadora. A alma dos planos, da imaginação fértil, da criatividade - tudo isso é muito bom.
Porém, o exagero, a falta de encarar a vida como uma responsabilidade séria, poderá trazer muitos prejuízos ao Espírito em desenvolvimento.
Por que ter medo da responsabilidade? Do compromisso? São leis da natureza - caminhos necessários da vida.
E a responsabilidade não precisa ser vista como algo pesado, penoso, que cerceia nossa liberdade. Pelo contrário: quanto mais responsáveis somos, e cumpridores de nossos deveres, mais livres seremos.
Ser responsável é poder responder pelas próprias ações. É poder justificar as razões dos próprios atos. Assim, é da lei natural.
Fugir da responsabilidade é fugir da vida, das Leis Divinas.
É como se ousássemos dizer, em determinada manhã: Hoje não serei influenciado pela força da gravidade!
Não há como escapar. A falta de responsabilidade aqui gera ali, pela lei universal de causa e efeito, o compromisso de reparação, de ajuste, de acerto.
Assim, a fuga é apenas temporária, a responsabilidade apenas postergada, e novos comprometimentos adquiridos. Muitos deles, inclusive, que não seriam necessários.
Em função de tudo isso perguntaríamos aos que clamam a liberdade sem responsabilidade: de que adianta fugir? De que adianta postergar?
A vida adulta não precisa ser encarada com esse cenho carregado, com essa seriedade sisuda, cabisbaixa, amarga.
Nossa porção criança - não a que não deseja crescer, mas a que não deseja amargar - sempre nos auxiliará a enxergar os acontecimentos sob o lado bom dos mesmos.
Ela nos trará o humor saudável, a leveza nos relacionamentos com os outros, o coração aberto, sem as máculas dos preconceitos, o sorriso constante de gratidão pela oportunidade de viver.
Que possamos levar, da figura simpática de Peter Pan, a leveza de seus voos, da porção criança que nos ajuda a nunca desistir dos sonhos almejados.
Que possamos carregar em nós a criança que deseja crescer sim, em seu tempo, sem pressa, aproveitando cada fase da vida com tudo que tem a nos conceder de melhor.
Redação do Momento Espírita.
Em 02.03.2009.




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