sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pequenas alegrias


Às vezes, você acorda e imediatamente os problemas lhe tomam a mente, impedindo seus olhos de contemplar as belezas que estão ao seu redor.
São tantos desgostos que em seu mundo não há espaço para alegrias... É como se a vida se resumisse em obstáculos e mais obstáculos, desafiando sua capacidade de superação.
Que importa se o sol está brilhando, se a sua alma está envolta em sombras?
Como admirar a beleza, se seus olhos estão nublados pelas lágrimas contidas no peito, denunciando preocupações com a própria existência?
Em seu mundo não há espaço para alegrias...
Aliás, em seu mundo não há alegrias...
Mas, será que suas impressões retratam mesmo a realidade?
Ou será que ao seu redor há uma outra realidade esperando um pouco da sua atenção?
Se você parar, alguns instantes, talvez possa ouvir a resposta. Mais do que isso: você sentirá a resposta...
Um breve olhar mais detido e perceberá que ao seu lado existem pessoas. E que essas pessoas têm um coração que pulsa como o seu.
Pare um pouco e ouça o que elas estão a lhe dizer, mesmo que seus lábios estejam mudos.
Observe quantos sorrisos se abrem a sua volta. Note que perto, bem perto mesmo, tem uma criança a brincar.
Você deve estar pensando: “como encontrar tempo para essas coisas quando é preciso lutar pela própria sobrevivência num mundo de competições?”
No entanto, enquanto você mergulha em seus problemas, as flores se abrem, silenciosas...
E não é só a beleza que elas lhe oferecem. Trazem também seu perfume...
Acaso ainda não percebeu o pequeno pardal, com seu canto, meio sem graça, a buscar alimento por entre automóveis e pedestres?
E o zumbir da abelha, buscando o néctar onde as flores escasseiam?
Talvez você não tenha notado, mas as dificuldades e a concorrência não são motivos de desânimo para a natureza, que luta com bravura, apesar das dificuldades.
Vale a pena olhar a pequena planta que brota na fenda estreita da calçada, em busca de um lugar ao sol, em meio aos pés apressados que passam sem notá-la.
Vale a pena observar os pássaros cantarolando, alegres, construindo ninhos para agasalhar as novas gerações que Deus lhes confia.
Vale a pena notar o sol, que espia por entre as nuvens só para dizer que está lá, apesar dos obstáculos.
É importante perceber que, apesar da escuridão da noite, o orvalho não deixa de beijar a flor...
Apesar da chuva torrencial, as formigas não desanimam, e reconstroem o ninho tantas vezes quantas eles sejam destruídos.
Assim, se a situação está difícil, tentando desanimar você com fatos deprimentes, faça como o Sol.
Espie por entre os obstáculos e perceberá muitas pequenas alegrias esperando para lhe dizer: “olá! Eu estou aqui para lhe fazer feliz.”
Desenvolva a sua capacidade de perceber as coisas boas, positivas e otimistas. Elas são em maior número do que os motivos de desânimo.
Pense nisso!
Se é verdade que as circunstâncias têm mil maneiras de lhe fazer chorar, também é verdade que não têm o poder de lhe tirar a alegria nem a vontade de viver.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.




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