terça-feira, 29 de outubro de 2013

Onde foi parar a ternura?


Você, que já constituiu um lar com a pessoa que embalou suas horas nos primeiros momentos de namoro, às vezes se pergunta:
Onde foi parar aquela ternura de outrora?
Aquele afeto que nos unia como se fossemos um só, onde andará?
Quando ouve aquela música que costumavam ouvir juntos e seu coração vibra com a mesma emoção dos tempos idos, pensa em silêncio:
O que aconteceu com aquele doce encantamento do início?
Olha para o companheiro ou companheira e tem a impressão de que já não vê mais a mesma pessoa.
Uma onda de saudade lhe invade a alma e a melancolia chega com sabor de amargura.
Parece que as cinzas das dificuldades abafaram a chama do amor...
Todos esses capítulos fazem parte da história de grande parte dos casais.
O que acontece é que nos envolvemos com os compromissos de tal forma, que esquecemos de manter acesa a chama afetiva dos primeiros tempos.
Na realidade ela não se apagou e, por vezes, está ainda mais forte. Nós é que não nos damos conta disso.
É natural que a paixão arrebatadora que propiciou a união ceda lugar a uma amizade que somente o tempo de convívio pode sedimentar nos corações.
E essa amizade vai se consolidando, dia após dia, nos mínimos cuidados que quebram a rotina.
Uma balconista da seção de cosméticos de uma loja conta que, um dia, notou um rapaz a observar umas caixas de sabonete expostas no balcão.
Ofereceu-se para ajudá-lo e ele aceitou dizendo que desejava comprar uns sabonetes finos para presentear a esposa.
Por fim escolheu uma caixa bem vistosa e pediu que ela fizesse um embrulho bem bonito.
Uma semana depois, a balconista notou que o mesmo rapaz estava numa seção vizinha olhando artigos para senhoras.
Dirigiu-se a ele e lhe perguntou se a sua esposa havia gostado dos sabonetes que ele levou no outro dia.
Bem, ela ainda não os achou, foi a resposta.
Veja, senhorita, eu tenho um plano. Escondo algo para que minha mulher encontre sem esperar.
Ela encontrará os sabonetes na próxima semana, quando for limpar a despensa. É uma surpresa para quebrar a monotonia do serviço caseiro, concluiu o jovem esposo.
São esses cuidados e atenções que alimentam a chama da amizade e do afeto verdadeiros.
Não são necessários grandes feitos para cultivar a ternura, mas é preciso que sejam constantes e que o respeito seja parte integrante do relacionamento.
Um mimo inesperado, uma palavra de incentivo, uma flor singela, um abraço, um gesto de carinho, são ingredientes seguros para a manutenção de qualquer casamento. E o que é melhor: não têm contraindicação.
*   *   *
O casamento é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos, Espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução
Redação do Momento Espírita com pensamento final do
 verbete. Matrimônio, do livro Repositório de sabedoria
v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de 
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 21.06.2010.




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