segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Nossos sentimentos-dores


Cada vez mais, os recursos da medicina, suas pesquisas e conquistas vêm nos trazendo benefícios e facilidades.
As dores de ontem encontram paliativos antes inexistentes e o incurável de outrora, hoje se mostra tratável.
Assim, graças a cientistas e pesquisadores, as dificuldades e as dores, as mazelas e doenças que afligem nosso corpo vêm sendo minimizadas, quando não extintas.
Porém, há um outro tipo de dor que esses tratamentos e pesquisas, mesmo novos medicamentos e analgésicos não conseguem dar cabo.
São as dores que nascem na alma, e que, naturalmente, lá permanecem, aguardando seu processo de cura.
Embora nos utilizando de um corpo físico, somos, em essência, seres espirituais.
Dessa forma, é natural que algumas aflições e dificuldades sejam próprias da alma, pois é ela a sede e origem de nossas emoções, que apenas tem no corpo físico sua exteriorização, porém não sua matriz.
Mágoa, desilusão, raiva, intolerância e tantos outros são sentimentos-dores, que surgem em nossa alma, convidando-nos ao reparo e à cura.
Provocando distonias na intimidade de nosso mundo emocional, desde que não são coerentes com nossa essência divina, geram estados de graves perturbações se não tratados e extirpados da alma.
Assim, toda vez que algum desses sentimentos-dores se aloja em nossa alma, é necessário que prestemos a devida atenção.
A raiva há longo tempo alojada, a mágoa alimentada são produtos corrosivos, a minar nossa disposição, alegria e bom ânimo, quando lhes damos guarida.
Como nos encontramos em processo de aprendizado, é natural que, nas atribulações e atritos do cotidiano, surjam essas emoções que provocam distonias.
Não devemos nos assustar, muito menos negar que dentro de nós ainda haja espaço e acolhimento para sentimentos e emoções menos nobres.
Porém, ao lhes perceber a presença, cabe a cada um de nós utilizar dos recursos necessários para minimizá-los, diminuindo sua influência até que sejam dissolvidos e eliminados.
Por isso, se a vingança é a doença, o perdão é a cura. Se a mágoa é a causa da dor, a compreensão é o remédio que alivia.
Se a raiva nos perturba, a compaixão nos tranquilizará.
E todos esses remédios devem ser usados para benefício próprio e melhora íntima, pois o maior prejudicado por nossas emoções desequilibradas, somos nós mesmos.
Jamais nos permitamos albergar por longo prazo nossos sentimentos-dores. Fatalmente eles causarão profundas distonias em nossa alma, exigindo maiores e mais extensos recursos para a necessária cura.
Portanto, antes que a melancolia, a depressão, ou outras dificuldades se instalem em nossa alma, renovemos nossa paisagem íntima.
Todo esforço que empregarmos nesse sentido será investimento na própria saúde espiritual. Também amadurecimento para outros embates que virão, no processo natural de aprendizado e aperfeiçoamento da alma.
Meditemos a respeito e procedamos aos ajustes dos nossos sentimentos e emoções, amoldando-nos à lei de amor, para nossa própria saúde e felicidade.

Redação do Momento Espírita.
Em 16.3.2013.




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