quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nossa segunda ocupação


Grande parte da Humanidade tem conhecimento da necessidade de se praticar o bem.
Todavia, ouvimos com frequência as pessoas se lamentarem: Ah, como eu gostaria de fazer algum bem neste mundo! Mas são tantas as minhas responsabilidades de família e de negócios, que nunca consigo levantar a cabeça.
Afundado em pequenas coisas, não vejo a maneira de dar à minha vida um sentido superior.
Lamentavelmente esse é um engano demasiado comum.
Quando se quer tornar prestativo ao seu semelhante, todo homem pode encontrar nos degraus mesmos da sua porta as venturas da alma, que são a nossa fonte mais certa de verdadeira paz e satisfação.
E para conhecer essa felicidade, não precisamos negligenciar os deveres cotidianos, nem realizar coisas espetaculosas.
A essa carreira do Espírito, Albert Schweitzer costumava chamar de segunda ocupação. Nosso segundo emprego.
Dizia ele: Além do privilégio de cumpri-la, não há nela qualquer recompensa ou paga. Mas nela encontraremos nobres ensejos, e recolheremos uma profunda força interior.
Nela poderemos pôr em ação todas as nossas reservas de força, porque aquilo que hoje mais falta faz no mundo, são pessoas que se consagrem às necessidades de seus semelhantes.
No decorrer desse trabalho altruísta, as bênçãos tanto chovem sobre quem ajuda, como sobre quem é ajudado.
Schweitzer afirmava que, por muito ocupado que se esteja, qualquer ser humano pode fazer o bem, desde que observe as necessidades à sua volta.
Conta que um dia, ao atravessar a Alemanha na terceira classe de um trem, ficou ao lado de um rapaz de aspecto grave, que parecia absorvido a procurar algo invisível.
Em frente dele ia sentado um velhote visivelmente preocupado e aborrecido.
A dada altura, o rapaz observou em voz alta que, quando chegassem à próxima cidade, seria já noite fechada.
O velhote disse então com marcada ansiedade: Não sei o que vai ser de mim quando lá chegarmos. Meu único filho está no hospital muito doente; até me mandaram chamar com urgência, por telegrama.
Tenho de vê-lo antes que ele morra! Mas venho da província, e tenho medo de me perder na cidade...
O rapaz então replicou: Eu conheço muito bem a cidade. Vou descer com o senhor e levá-lo ao hospital onde está seu filho. Posso tomar outro trem depois.
Ora, quem é que pode avaliar o alcance de um pequeno ato bom como aquele?
Todos nós podemos manter-nos vigilantes, à espera de pequenas coisas que nos cumpre fazer.
Basta que tenhamos o desejo sincero de fazer o bem para que as necessidades apareçam aos nossos olhos.
*   *   *
Albert Schweitzer foi um dos maiores cirurgiões do mundo e, ao mesmo tempo, o missionário cristão mais eminente da sua época.
Em meio à sua carreira na Europa, renunciou à fama e aos proventos, para estudar medicina e consagrar-se ao socorro dos nativos africanos.
Redação do Momento Espírita, com base 
em artigo publicado na Revista Seleções 
Reader’s Digest, jan/1950.
Em 25.05.2009.




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