segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ninguém sabe o preço


Você vê estirar-se o fio condutor da eletricidade, seja na via pública ou no lar, mas não pode avaliar as tensões que suporta em sua intimidade, para que o progresso se implante gerando a claridade, movendo indústrias, salvando vidas.
Você contempla a árvore florida ou carregada de frutos, exuberando no pomar.
Contudo, dificilmente entenderá que ela deve resistir à ventania, à seca, às pragas e aos pesticidas, até conseguir estar apta para colaborar com a felicidade de quem se alimenta, de quem se veste, mora ou constrói mobiliário.
Você observa a ponte resistente e valorosa que encurta distâncias, que facilita percursos e contribui para o progresso.
Não compreenderá, talvez, o preço pago pelas toneladas que ela tem que suportar, as tensões mecânicas que precisa resistir para que o progresso se mantenha.
Recebe, onde esteja, o fluxo da água potável, que dessedenta e que se torna utilidade para todos.
Dificilmente você pensará no percurso longo de sua corrente, vencendo obstáculos, nas impurezas que lhe perturbaram a composição e nos produtos bioquímicos que teve que receber em seu seio, até estar em condições de alimentar a vida com boa qualidade.
Você se deslumbra com a montanha altaneira que desafia as alturas, como um espetáculo de pedra imbatível.
Não é comum que se analise, porém, tudo quanto ela deverá resistir para manter-se sobranceira como se mostra: os ventos permanentes, como permanentes lixas a consumir-lhe a superfície; os gelos que o inverno produz, fragilizando-lhe a constituição; os movimentos que lhe sacodem as bases, enquanto o planeta se altera; a modificação dos seus minérios em argila e areia, com o passar dos milênios.
Você deveria viver copiando a natureza, dando conta do seu dever sem mais nada que lhe conturbasse a ação.
Por mais que ofereça alegria e bem-estar a quem for, por maiores os elogios que lhe sejam dirigidos ou por mais duros os comentários a seu respeito, considere que só você mesmo sabe o que lhe custa para ser como é.
Jamais se exalte, então, nem se sinta desprezado, pois que, além das suas aparências, o que legisla é a sua realidade íntima, que pouca gente consegue ver.
Não se exiba. Não cobre reconhecimento. Dê o que possa e como possa como contribuição à vida, rumando de alma tranquila e entusiasmada para a sonhada felicidade.
*   *   *
Se o desalento lhe visita a alma, porque ninguém valoriza os esforços que você tem feito para melhorar-se intimamente...
Se pensa em desistir, julgando inúteis as renúncias em favor dos filhos que o Criador confiou aos seus cuidados...
Se o desânimo o convida a abandonar a luta nobre, a decisão de ter dignidade e viver conforme os ensinamentos cristãos, pare um pouco e medite...
É que ninguém, neste mundo, sabe o preço...
Mas o Sublime Jardineiro colhe cada fruto produzido nos jardins secretos da sua alma...
Ele sabe o preço dos seus esforços, da sua renúncia, da sua abnegação e lhe retribuirá de conformidade com as suas obras.
Por tudo isso, confie Nele e não pense jamais em desistir...

Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Rosângela,  psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 10.02.02, na Fazenda Recreio, Pedreira, SP.
Em 02.06.2011.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

A apresentação está falhando?

Entre no "www.gmail.com" e feche o usuário aberto.

Divulgue este blog (cartão virtual)

Divulgue este blog (cartão virtual)
Clique com o botão direito do mouse, copie a imagem, cole em uma nova mensagem e envie para seus colegas! caso falhe, procure salvar a imagem e depois enviar como anexo.