sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A neutralidade dos meios


Há alguns séculos, a Humanidade temia o progresso por pensar que com o avanço poderiam surgir situações incontroláveis.
Pensava-se, por exemplo, que os homens seriam subjugados pelas próprias invenções, e por esse motivo a ficção fez sucesso nas telas do cinema.
Robôs fora de controle, criaturas monstruosas criadas pelos homens e que contra eles se voltavam, entre outras ficções não menos assustadoras, fizeram com que muitas pessoas abominassem o avanço tecnológico.
Como o progresso é lei natural e todos estamos a ela submetidos, não podemos impedir sua marcha, sob pena de sermos triturados por suas rodas gigantescas que não podemos deter.
Hoje, como o progresso está presente em quase todas as áreas do conhecimento humano, podemos perceber claramente que as invenções e avanços tecnológicos não são problemas em si mesmo, por serem neutros.
O problema é ético, porque os seres que fazem uso da tecnologia não estão moralmente aptos a utilizá-los com bom senso e discernimento.
As pesquisas que permitiram a confecção da bomba atômica, certamente não visavam a destruição de vidas humanas. As pessoas que a utilizaram para tal fim é que o fizeram de forma equivocada.
Os vários meios de comunicação conquistados com o progresso são neutros, tanto servem para salvar vidas como para aniquilá-las, dependendo da moralidade de quem os utilize.
As possibilidades que a Internet propicia, nos dias atuais, são neutras. Todavia, o uso que se lhe dá é que causa danos.
Enquanto pessoas de bom senso a utilizam para encurtar as distâncias na troca de informações úteis visando o bem geral, outros fazem uso desse meio para difundir as misérias que guardam na própria alma.
Enquanto uns disponibilizam conhecimentos edificantes e mensagens de conforto e esperança, outros ensinam a fazer bombas, terrorismo, corrupção e outros tantos lixos morais nos quais se comprazem.
As possibilidades pessoais também são utilizadas de acordo com a moralidade de cada indivíduo. Enquanto homens nobres fazem uso da sua inteligência para edificar a vida, outros a utilizam para matar, corromper, aniquilar.
Como podemos perceber, não são os meios que causam prejuízos à sociedade, mas a maneira por que são empregados pelos homens.
Quando a Humanidade aliar a moral aos conhecimentos, esses efeitos negativos sumirão juntamente com as causas que os produziram.
Deus, que a tudo coordena com Suas leis perfeitas e imutáveis, fará com que nos ajustemos ao progresso, percebendo, ainda que devagar, que toda árvore que Ele não plantou será arrancada.
O progresso é árvore boa e frutificará. A maldade que se utiliza do progresso para disseminar-se, será arrancada, pois não foi plantada por Deus.
É assim que se dará. Mesmo que leve tempo tudo será conforme o planejamento maior da Divindade.
*   *   *
Tudo o que fazemos e pensamos está sendo contabilizado nas Leis Divinas.
Responderemos por todas as ações que praticamos, mais cedo ou mais tarde.
Assim entendemos porque existe a idiotia, por exemplo. O mau uso da inteligência, lesa regiões nobres do cérebro psicossomático, que em outra existência formará o corpo físico com essas sequelas.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.03.2009.




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