quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Justiça na ótica cristã



Toda vez que o assunto é injustiça, o que logo vem à nossa mente é a imagem das grandes diferenças sociais, das perseguições raciais, da corrupção.
Por outro lado, há formas de injustiça que, por serem aparentemente inofensivas, são praticadas todos os dias pela maioria das pessoas, sem que elas mesmas se apercebam.
Todos sabem da dificuldade que o mundo enfrenta com o abastecimento de água e dos altos custos para o tratamento adequado, transformando-a em saudável ao consumo humano.
Mesmo assim observa-se muitas pessoas deixando de lado a vassoura e limpando calçadas extensas com a mangueira totalmente aberta.
Com certeza mais fácil e cômodo, mas injusto porque quando ocorrer o racionamento do precioso líquido, todos reclamarão do governo por não ter tomado as devidas medidas e por não ter realizado mais investimentos na área.
Injustiça igualmente durante o período de racionamento quando uns gastam em demasia, impedindo que outros tenham o mínimo necessário em seus lares.
É a despreocupação com o semelhante. É a visão estreita do exclusivo bem-estar, mesmo em detrimento do outro.
Quando as chuvas se tornam constantes, poucas cidades conseguem evitar enchentes que desabrigam milhares de pessoas e destroem centenas de casas, ruas, hospitais.
Mas, nem por isso as mesmas pessoas deixam de jogar lixo nas ruas, entupindo esgotos e bueiros, ou nos rios, comprometendo o seu livre curso.
Injustiça é batalhar por melhores salários, sem o devido cumprimento das obrigações que lhe competem.
Injustiça é aguardar que alguém com dificuldades financeiras tenha sua situação extremamente agravada para só depois adquirir, a preço reduzido, o bem que ele coloca à venda.
Jogar lixo na rua é injustiça. Desperdiçar água, energia elétrica, comida, quando tantos padecem privações, é injustiça. Estacionar em local proibido, aproveitando-se da ausência do guarda, avançar o sinal vermelho também o é.
Configura-se uma injustiça toda vez que se busca burlar a lei, negando o pagamento dos impostos e desrespeitando o Código Civil, o de trânsito, o comercial etc.
Todos os que nos afirmamos cristãos e que falamos muito em amor ao próximo, caridade, amor a Deus, pensemos que tudo isso se consegue praticando a Lei de justiça, que é a expressão da caridade e do amor.
Lembremos que ninguém pode servir de forma coerente a Deus contribuindo para a desgraça dos seus semelhantes.
*   *   *
Se tivermos amor, caminharemos no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama Divina a espantar trevas.
Se tivermos amor, a justiça nos haverá de governar os gestos e saberemos cultivar o bem a cada instante para vencer o mal a cada hora.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Se tiveres amor,
do livro Religião dos Espíritos, pelo Espírito Emmanuel, 
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 12.02.2010.





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