terça-feira, 23 de outubro de 2012

Investimento de sabedoria



Naqueles memoráveis dias, brilhava a Luz da Verdade que descera do infinito para iluminar o Mundo.
E porque a treva predominasse, o Embaixador Celeste narrou inúmeras parábolas que deveriam permanecer para sempre na memória da Humanidade.
Em maravilhoso amanhecer, Ele falou:
Lamed era um rei muito poderoso, que possuía terras a perder-se de vista, palácios e jóias valiosos, animais e escravos inumeráveis, invejado e bajulado por multidões.
Acreditava-se feliz, repousando na ociosidade dourada, engendrando planos para aumentar a fortuna, sempre receoso de ter o trono usurpado e os tesouros perdidos.
Na sua ganância havia perdido a paz e na temeridade em que se refugiava, passou a ser detestado.
O tempo furtava-lhe as energias, e à louçania juvenil tomaram o lugar a velhice, o cansaço e a debilidade orgânica.
Nesse ínterim, ele ouviu falar que havia duas pérolas de valor inestimável, que todos cobiçavam, mas ninguém possuía recursos para adquiri-las.
Eram únicas, por isso mesmo, incomparáveis e estavam à disposição de quem as pudesse comprar.
Porque já não administrasse os seus bens e domínios, quase exaurido, sem entusiasmo nem fé, o ancião resolveu vender tudo quanto possuía.
Ao concluir todas as negociações, deu-se conta que amontoara o exato valor para adquirir as duas pérolas incomuns.
Sem qualquer receio operou a troca, e nunca mais sofreu, nem se inquietou, nem receou a morte ou a vida.
Ao possuir os dois glóbulos brilhantes e nacarados, libertou-se de tudo e tornou-se totalmente feliz, porque as duas pérolas, nas quais investiu todos os bens, são o amor e a paz.
*   *   *
Será que estamos dispostos a investir todos nossos bens em tal conquista?
São tantos os bens que temos para investir: nossa inteligência, nossa saúde, nossas energias, nossa disposição.
Imaginemos a consequência de colocarmos todos esses bens a serviço deste objetivo: conseguir as pérolas do amor e da paz.
Eis um investimento de sabedoria, que sempre nos dará um retorno inestimável e perene.
Os bens materiais acabam, cedo ou tarde. Esses tesouros da alma, não. Uma vez conquistados, ficam conosco para sempre.
Nenhum amor se perde.
Quando passamos a amar alguém - amor de verdade, amor maduro - esta pérola fica conosco por toda eternidade. Não há quem possa nô-la tomar.
Quando temos a consciência em paz - dessa paz de quem faz o bem - nada pode usurpá-la. A paz do cumpridor da Lei de caridade é posse legítima.
Pensemos, reflitamos, e façamos nossa escolha.
Onde estamos aplicando nossos bens? Naquilo que acaba, ou naquilo que permanece?
Redação do Momento Espírita com base no cap. 5 do livro
A busca da perfeição, pelo Espírito Eros, psicografia de 
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 06.07.2009.





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